Economia

Camacupa colhe arroz em 440 hectares

João Constantino | Camacupa

Uma área de 440 hectares de arroz, cultivada em 600 hectares, foram colhidas na Fazenda Agrícola Arrozal, com perdas de 1.600 toneladas do produto, por causa de fortes chuvas que se fizeram sentir na região no mês de Fevereiro.

Fotografia: DR

Um dos directores da fazenda, Paulo Marques, explicou que a perda de 160 hectares de arroz redundou em grandes prejuízos para a empresa, que tinha como perspectiva colher cerca de 4.200 toneladas, com base na média estabelecida de sete toneladas por cada hectare.

A direcção da Fazenda Arrozal tem previsto7 toneladas como colheita, mas está ciente que a capacidade de produção por hectare pode variar entre 10 a 12 toneladas, produzindo três qualidades de arroz, o de 100, 75 e 25 por cento grão.

O responsável informou que o grão é comercializado aos grossistas nacionais, mais a perspectiva é exportar, essencialmente para as repúblicas Democrática do Congo (RDC) e da Zâmbia.

Quanto aos projectos para a exportação do arroz de Camacupa, o proprietário da Fazenda Arrozal, que tem como dimensão 1.800 hectares, disse ao Jornal de Angola que pretendiam, até o final do mês de Março, começar as exportações para Portugal, depois de satisfazer as encomendas recebidas de diferentes regiões angolanas.

O proprietário da fazenda, José Carriço, disse que esperava este ano uma produção de 12 mil toneladas de arroz em casca, mas, embora a fazenda dispõe de uma capacidade de secagem de 90 toneladas, sendo quatro mil para armazenamento, além de uma unidade de descasque com capacidade para cinco toneladas por hora, não foi possível atingir o propósito.

O fazendeiro indicou que o produto é transportado pelos Caminhos-de-Ferro de Benguela (CFB) para localidades do Leste e Sul de Angola e que grandes superfícies comerciais fazem a promoção do produto fora das fronteiras de Angola.

José Carriço referiu que a preferência pelo arroz produzido em Camacupa está entre os consumidores de idade avançada e reside no sabor e cheiro. “Temos pessoas fora das nossas fronteiras que conhecem o arroz produzido em Angola e, com frequência, dirigem pedidos para o envio, sobretudo para Portugal.”
Na fazenda, 90 por cento dos trabalhadores são jovens, que já se tornaram grandes operadores de máquinas, depois de processos de formação assentes na habilidade para o cultivo e a obtenção de qualidade, realçou o empreendedor.

Quanto à responsabilidade social, José Carriço explicou que tomou elevadas dimensões na fazenda, que este ano distribuiu dez toneladas de sementes de arroz no geral, para massificar a produção no município de Camacupa e gerar rendimentos adicionais aos trabalhadores.

Agricultores familiares plantam mil hectares

Agricultores familiares na província do Bié plantaram, durante o presente ano agrícola, mais de mil hectares, graças o apoio do Governo do Bié, que pretende, ainda este ano, reforçar a distribuição de imputs agrícolas e sementes aos camponeses, para incremento da produção de arroz.

Aldeia de Camunda

O governador do Bié, Pereira Alfredo, testemunhou, há dias, a colheita de arroz na Associação da Aldeia de Camunda, no município do Andulo, onde garantiu mais apoio para o sector agrícola, sobretudo na mecanização, para as colheitas e descasque. Na ocasião, o governante manteve um encontro com os membros da associação de camponeses virados para o cultivo de arroz, que numa primeira fase é destinado ao consumo local.

No Andulo, o governante exaltou o esforço e empenho dos camponeses, que nos últimos dois anos cultivaram mais de mil hectares de arroz. Na aldeia de Camunda, foram cultivados 25 hectares e colheram mais de quatro toneladas por hectares.

Durante a sua visita de trabalho ao município do Andulo, o governador entregou um clube comunitário, armazém para conservar produtos do campo e cinco moto-bombas aos camponeses da aldeia de Bunja.

A província do Bié tem estado a produzir o arroz nos municípios de Cuemba, Camacupa, Cuito e Andulo, em projectos da agricultura familiar, com colheita anual por hectare que tem variado entre cinco e sete toneladas, nas três qualidades de arroz grão.

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