Economia

Caminho-de-Ferro de Luanda perde 32 milhões de kwanzas

A greve de mais de um mês, levantada sexta-feira pelos trabalhadores, causou ao Caminho-de-Ferro de Luanda (CFL) prejuízos avaliados em 32 milhões de kwanzas, anunciou em comunicado a administração da empresa.

Um mês depois, comboios retomam a circulação já amanhã
Fotografia: Contreiras Pipa| Edições Novembro

No documento citado pela agência Lusa, a administração informa que os serviços de circulação de comboios são retomados amanhã, na sequência da assembleia de trabalhadores realizada na sexta-feira.
De acordo com o documento, na quinta-feira foi realizada uma reunião de concertação entre o Conselho de Administração do CFL e a Comissão Negociadora em representação dos trabalhadores grevistas, na presença de representantes do Ministério dos Transportes e do Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, onde foi decidido retomar o trabalho amanhã e continuar a implementação dos 19 pontos do acordo já estabelecido.
Amanhã, de acordo com o documento, os comboios retornam à circulação, obedecendo o horário normal, com a realização diária de 17 comboios suburbanos, entre as Estações do Bungo e Catete, bem como o comboio para o Luinha, na província do Cuanza-Norte, retomando dois dias depois o comboio de longo curso para a província de Malanje.
A administração salienta que, ao abrigo da Lei da Greve, os salários do mês de Maio para os trabalhadores grevistas não vão ser pagos.
A greve por tempo indeterminado foi iniciada a 18 de Abril passado, depois de uma outra realizada em Janeiro deste ano, que teve a duração de 14 dias.
À empresa foi submetido um caderno reivindicativo de 19 pontos, que os trabalhadores alegam não estar a ser cumprido na íntegra pela empresa, conforme alcançado em Janeiro, à excepção da atribuição de um subsídio de alimentação.
Por sua vez, a empresa garante que o caderno reivindicativo apresentado, negociado e acordado está efectivamente a ser cumprido, com excepção do aumento dos salários na ordem dos 80 por cento para todos os trabalhadores devido à situação financeira da empresa que não permite.

 

 

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