Economia

Camponeses produzem milhares de toneladas

Um total de duzentas mil toneladas foram produzidas na campanha agrícola 2016-2017 em Luanda, abaixo das projecções devido à seca que se verificou na primeira e segunda época, noticiou ontem a Angop, que citou números oficiais.

Camponeses receberam vasto apoio em insumos para a cmpanha agrícola de 2018
Fotografia: Edições Novembro

A primeira época da campanha vai de Agosto a Dezembro, a segunda de Janeiro a Março e a terceira vai de Abril a Junho - estação do Cacimbo -, altura em que os camponeses trabalham geralmente com o sistema de rega.
A agência menciona camponeses a considerarem a campanha como positiva e a apontarem melhorias como o aumento das áreas produzidas e a redução do preço dos fertilizantes, o que decorre de iniciativas do Executivo.
Organizados em 44 cooperativas e 54 associações apoiadas pelo Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDA), os camponeses de Luanda conseguiram atingir uma área de produção de cerca de 11.182 hectares.
Para a abertura da campanha agrícola 2017-2018, o governador de Luanda, Adriano Mendes de Carvalho, deslocou-se à povoação de Dungo, município de Icolo e Bengo, onde entregou material agrícola, sementes e fertilizantes e incentivou a produção local.
A chefe de departamento do Instituto de Desenvolvimento Agrário, Ana Salomão Canga, disse, na ocasião, que com o apoio do Executivo no fornecimento de meios de produção e equipamentos para a preparação de terra, os camponeses aumentaram a produção e produtividade.
Na campanha 2016-2017, o Instituto de Desenvolvimento Agrário assistiu cerca de 32 mil famílias, dez mil das quais organizadas em associação de camponeses, e 360 pequenos agricultores. Vinte e duas  mil famílias estavam inseridas num programa de fomento da agricultura.
O Instituto de Desenvolvimento Agrário trabalha com 17 técnicos nos municípios potencialmente agrícolas, as denominadas por Estações Agrícolas de Cacuaco, Viana, Quiçama e Icolo e Bengo, que têm o maior número de camponeses  - mais de 30 associações e 23 cooperativas.
O número de especialistas não é suficiente, já que atende uma área muito vasta, composta por 225 aldeias. O Instituto de Desenvolvimento Agrário possui apenas duas viaturas para levar os técnicos para as áreas longínquas, onde os transportes colectivos chegam.
Ana Salomão Canga apontou como constrangimentos  a insuficiência de equipamentos para o cultivo   nas quatro Estações Agrícolas e a fraca disponibilidade de tractores nas brigadas, havendo apenas três distribuídos a Cacuaco e dois à Quiçama.
“Estes tractores não são suficientes e temos constrangimentos para atingir as áreas planificadas, já que as vias de acesso que estão degradadas”, lamentou a fonte.
Outro constrangimento, apontou a responsável, são as dificuldades que os camponeses enfrentam para obter os títulos de concessão de terra para legalização das suas parcelas agrícolas, havendo beneficiários do Instituto de Desenvolvimento Agrário a trabalhar em áreas arrendadas.
 A falta de apoio financeiro para a aquisição dos meios de produção é outra dificuldade apontada pela responsável que apelou o Governo a incentivar os bancos comerciais a concederem créditos aos camponeses. 
A produção agrícola de Luanda inclui cereais e tubérculos como a mandioca, batata-doce e hortícolas.

Mobilização de apoios
Na sexta-feira, foi realizado em Luanda o Fórum Provincial da Mulher Rural, para reforçar o apoio às camponesas e a sua integração nos planos e projectos de desenvolvimento.
Na abertura do fórum, realizado em Icolo e Bengo, o governador de Luanda afirmou que o Executivo projecta dar apoio crescente à mulher rural, de forma tal que consiga alcançar os seus objectivos de melhorar o rendimentos familiar.

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