Economia

Categorias de hotéis no país sujeitas a critério uniforme

Madalena José

O Ministério do Turismo vai uniformizar e harmonizar os critérios de licenciamento dos empreendimentos  turísticos no país, para adequar as respectivas categorias aos padrões universais, anunciou ontem em Luanda a titular da pasta, Maria Ângela Bragança.

Ângela Bragança defende qualidade global nos serviços prestados pelos hotéis do país
Fotografia: Maria Augusta | Edições Novembro

“ Não pode haver hotel de cinco estrelas para os países desenvolvidos e hotel de cinco estrelas para países menos desenvolvidos”, disse Ângela Bragança na abertura do quarto seminário nacional sobre “ Licenciamento dos Empreendimentos Turísticos”, que decorre em Luanda.
Os únicos ajustes que se justificam, prosseguiu, são os que respeitam as questões culturais. O licenciamento adequado dos empreendimentos turísticos, de acordo como a ministra, é o caminho para assegurar a oferta de produtos turísticos de qualidade, em conformidade com as práticas internacionais.
Um hotel de cinco estrelas em Angola, de Cabinda ao Cunene,  acentuou, deve ter as mesmas condições e serviços, com os da mesma ca-tegoria nos Estados Unidos, na Europa e noutras partes do mundo.
Recentemente, contou, uma equipa de inspecção do Ministério de Hotelaria e Turismo visitou algumas unidades hoteleiras e agências de viagens, onde foram identificadas com práticas, em alguns casos, sancionáveis com admoestação verbal e, noutros, com medidas mais severas como a de baixa de classificação.
As visitas de inspecção e controlo, prosseguiu, vão continuar, porque o Ministério da Hotelaria e Turismo tem a missão de colocar a indústria nacional do turismo na via do desenvolvimento e ajudar a melhorar a imagem do país no estrangeiro.
O seminário decorre sob o lema a “Ética e o Profissionalismo  como Pressupostos Básicos para a Qualificação e Turistificação do País”.

Revisão dos preços
O Ministério de Hotelaria e Turismo realizou em Julho o seu primeiro Conselho Consultivo Alargado, na  província do Cuanza Sul. O evento recomendou o prosseguimento dos esforços das autoridades para os operadores do sector baixarem os preços, incluindo os dos ho-téis e os das tarifas aéreas.
As recomendações visam tornar a indústria turística nacional mais atractiva para os nacionais e estrangeiros.
Outras recomendações do Conselho Consultivo prendem-se com a organização dos roteiros turísticos fiáveis, a um trabalho conjunto com os ministérios do Interior, da Construção e Obras Públicas e da Energia e Águas, para melhorar as condições  sobre questões migratórias, os acessos rodoviários e a provisão de bens públicos como água e electricidade.
O fomento do ecoturismo, abertura de postos de informação turística e o desenvolvimento de iniciativas de promoção e divulgação do sector nas representações diplomáticas, companhias aéreas, unidades hoteleiras e agências de viagens são outras medidas incluídas pelos participantes entre as estratégias para a projecção do turismo.
Uma das conclusões di-vulgadas no fim dos debates considera que a inserção do turismo no Programa de Apoio à Produção, Diversificação das Exportações e Substituições das Importações (Prodesi), será uma oportunidade para o sector contribuir para a diversificação da economia.
Os participantes solicitaram à instituição de um Conselho Nacional de Facilitação Turística, a promoção e criação da Marca Angola.

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