Economia

Centralidade do Andulo desperta pouco interesse

José Chaves|Andulo

A comercialização das primeiras 45 residências das 172 habitações já construídas na Centralidade do Andulo, na província do Bié, já decorre desde terça-feira, no formato renda resolúvel, sem registar uma afluência esperada de interessados.

Empresa que coordena o processo de venda de casas da centralidade previa uma afluência maior de interessados nas 172 habitações postas à venda na terça-feira
Fotografia: Fransisco Bernardo | Edições Novembro

O coordenador Comercial e Marketing da construtora Kora Angola - empresa de construção civil e promoção imobiliária, Crispim Costa, que coordena o processo na localidade, disse ontem que a Centralidade do Andulo tem já 172 habitações das mil previstas, das quais 144 são apartamentos, 14 moradias térreas e outras 14 residências de dois pisos.
Além de uma rede de energia confortável, o complexo dispõe de um sistema de abastecimento de água e outro de tratamento de resíduos. O promotor da Kora Angola afirmou  que em função da procura o Governo do Bié, além dos requisitos exigidos para o acesso às residências, decidiu atribuir quotas às instituições públicas. O responsável lamentou a pouca adesão dos clientes ao programa e pediu às pessoas interessadas a aderirem ao processo de candidatura.
A imponente infra-estrutura resulta do programa “Meu sonho, minha casa”, erguida em parceria com a construtora nacional Kora Angola. A estratégia é dar uma habitação condigna ao cidadão. Crispim Costa adiantou que os candidatos que manifestaram interesse foram listados a partir das instituições públicas em que trabalham. Todas as habitações construídas são da tipologia T3 e apresentam uma área de cobertura de aproximadamente 100 metros quadrados. Com o arranque do processo, inicia-se também a campanha de comercialização por renda resolúvel e a consequente entrega a quem nelas obtiver acesso.
A Centralidade do Andulo foi inaugurada a 8 deste mês pela ministra do Ordenamento do Território, Urbanismo e Habitação, Ana Paula de Carvalho. A centralidade é um projecto traçado pelo Executivo e que se enquadra no Programa Nacional de Habitação, visando diminuir o problema da falta de casas, principalmente no seio da juventude e dos funcionários públicos.
A segunda fase da centralidade do Andulo vai dispor de edifícios habitacionais modernos, hospital, centros infantis, escolas primárias e secundárias, quadras desportivas multiusos e uma rede viária com cinco quilómetros, além de mercados, centros comerciais e outras estruturas sociais.
A nova cidade consta do Programa de Investimentos Públicos (PIP) e está a ser construída numa área de 72.235 hectares, depois de terem sido libertos de minas 164 hectares. O município do Andulo possui cinco reservas fundiárias, tendo sido reservadas para a construção de casas 183.534 hectares.
O município do Andulo fica a 130 quilómetros do Cuito, capital da província do Bié,  tem uma superfície de 10.700 quilómetros quadrados e uma população de 250 mil habitantes.

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