Economia

China doa dinheiro a projectos agrícolas

O Governo chinês vai conceder um apoio de 100 milhões de yuans (35.370 milhões de kwanzas) a fundo perdido para o desenvolvimento de projectos agrícolas em Angola, segundo um Decreto Presidencial de segunda-feira.

Fotografia: Edições Novembro

De acordo com o documento, que torna efectivo o acordo de cooperação de final de 2018, o valor é parte de um montante global destinado à implementação de vários projectos, entre os quais um de Assistência Técnica do Centro de Demonstração da Tecnologia Agrícola.
O acordo de cooperação foi assinado em Pequim, a 9 de Outubro, durante a visita do Chefe de Estado ao país asiático, refere o diploma.
O documento indica ainda que o Banco de Desenvolvimento da China e o Banco Nacional de Angola “devem abrir um livro em nome das respectivas partes” em renminbi - a moeda oficial chinesa - sem juros, para registar “todos os pagamentos referentes às despesas resultantes da doação”.
Ao longo da última década, a China alcançou uma posição proeminente na economia angolana, com as relações sino-angolanas a caracterizarem-se por uma crescente procura chinesa por petróleo e pela necessidade de reconstrução do país.
A cooperação oficial da China com Angola, e com África em geral, é dominada por empréstimos financeiros disponibilizados pelos seus principais bancos para a construção ou reabilitação de infra-estruturas.
O Governo chinês estendeu oficialmente linhas de crédito a Angola através de vários dos seus bancos estatais de investimento. A primeira linha de crédito oficial chinesa para Angola data de 2002.
O primeiro empréstimo suportado pelo petróleo foi assinado com o Exim Bank em 2004. Este tipo de assistência financeira levou à compra de bens e à participação de empreiteiros chineses no país. Outras importantes linhas de crédito chinesas para Angola foram ca-nalizadas através do Fundo Internacional da China (CIF). Entre outros projectos, o CIF esteve envolvido na reabilitação das três linhas ferroviárias nacionais e do novo aeroporto de Luanda.
No sector petrolífero, a participação tem sido conduzida principalmente pelo investimento directo das companhias petrolíferas nacionais chinesas.

Tempo

Multimédia