Economia

Clube de Empresários foi ontem proclamado

Xavier António

O Clube de Empresários França-Angola (CEFA) foi proclamado ontem, em Luanda, impulsionado por decisores empresariais instados ao investimento recíproco pelo Presidente João Lourenço quando, no ano passado, visitou o país europeu.

Líder da Sonangol (esquerda) e o embaixador em França
Fotografia: Agostinho Narciso | Edições Novembro

No acto, representantes do CEFA declararam numa conferência de imprensa organizada para lançar a associação, apontaram os objectivos de fortalecer as relações comerciais entre Angola e a França, organizar fóruns de intercâmbio de carácter económico, industrial e comercial, assim como apoiar a promoção de investimento.
De acordo com o presidente da Assembleia-Geral do CEFA, Carlos Saturnino, o propósito é reforçar as relações de negócios já existentes, relançar as pequenas e médias empresas e ajudar a desenvolver novos projectos e ideias que possam servir de base para que as empresas de ambos países cresçam mutuamente.
“O clube vai permitir que as empresas tenham acesso a informações privilegiadas em relação ao investimento e financiamento junto das entidades oficiais dos dois países”, assim como assistência nas relações com a banca comercial”, garantiu o responsável.  
O presidente do Conselho de Administração do CEFA, Luís Liberto, indicou que há cem empresas que estão em processo de adesão, das quais 43 já estão inscritas - 30 empresas angolanas e 13 francesas - nos sectores da agricultura, petróleos, serviços, logística, farmacêutico e bancário.
 Sublinhou também que as empresas integram o clube vão beneficiar de visibilidade, parcerias e investimentos no sentido de aumentar a sua actividade produtiva.
O embaixador de França em Angola, Sylvain Itté, considerou o clube um centro de reflexão que vai permitir identificar e definir projectos estratégicos de desenvolvimento económico que podem ser realizados entre os empresários.  
Na ocasião, o embaixador de Angola em França, João Miranda, definiu a iniciativa como “circuito de informações” e de convite aos empresários do país europeu, a quinta maior economia mundial e a segunda da União Europeia.
“O clube vai poder congregar e impulsionar as pequenas e médias empresas que fazem os grandes negócios e fazer com que a economia seja harmoniosa”, disse João Miranda.   
Segundo apurou o Jornal de Angola, as exportações francesas para Angola são dominadas pelosequipamentos para a indústria petrolífera, mas têm-se diversificado, entre outros, nos sectores da alimentação, saúde, automóveis, bens de consumo, mecânica, electricidade, electrónica e computadores, perfumes e cosméticos.

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