Economia

CNC intensifica registo e emissão de certificados em tempo de crise

Mateus Cavumbo

Um total de carga de 92.543,53 toneladas foi certificado pelo Conselho Nacional de Carregadores (CNC), de Março a Junho deste ano, segundo um relatório do Ministério dos Transportes a que o Jornal de Angola teve acesso.

Fotografia: DR

As empresas Naval General Trading, Noble Group, Ndad-Nova Distribuidora Alimentar, Angomart-Cash&Carry, Kikolo - Sociedade Industrial de Moagem, Newaco Grupo, Leonor Carrinho & Filhos, Fermat- Comércio Geral Import e Export, Grandes Moagens de Angola - GMA e Angoalissar - Comércio e Indústria, foram os maiores importadores por toneladas.

Entre outros os produtos mais importados por toneladas (carga certificada), constam o trigo com centeio, arroz, farinhas de trigo, açúcares de cana ou de beterraba e sacarose quimicamente pura. Além do óleo de palma, massas alimentícias, mesmo cozidas ou recheadas (de carne ou de outras substâncias) ou preparadas de outro modo, tais como esparguete, macarrão, aletria, lasanha, nhoque, raviole e canelone, cuscuz, carnes e miudezas. Constam ainda no “cabaz” de bens que entraram no país, os comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas, bovinos, carnes e miudezas, comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas, das aves da posição, óleo de soja e artigos de matérias têxteis e de uso semelhante.

No caso da carga certificada exportada perfilam o granito, o basalto, o arenito e outras pedras de cantaria ou de construção, mesmo desbastados ou simplesmente cortados à serra ou por outro meio, material petrolífero, mármores, travertinos, granitos belgas e outras pedras calcárias de cantaria ou de construção, obras de ferro ou aço. Também fazem parte o sulfato de bário natural (baritina), carbonato de bário natural (witherite), madeira em bruto, mesmo descascada, desalburnada ou esquadriada, cábreas, guindastes, incluindo os de cabo, pontes rolantes, pórticos de descarga ou de movimentação, pontes-guindastes, carros-pórticos e carros guindastes, madeira densificada, em blocos, pranchas, lâminas ou perfis e mariscos.
Entretanto, desde 2017, o CNC deixou de publicar o seu relatório semestral de entrada e saída de mercadorias. Nos dados divulgados publicamente indicavam

Agente de navegação

Sobre o movimento por agente de navegação, até ao mês de Junho, apesar dos condicionalismos existentes, os diferentes Agentes de Navegação que operam no mercado nacional, destacam-se a Niledutch, Maersk-SAF, CMA, CGM, MSC, Orey-Cosco, Bolloré-PIL/HSD, Naiber, Sharaf-HLC e a Grimaldi.
Na operação, o Porto de Luanda registou uma subida de 14% no movimento de Maio de 3.870 contentores face ao mês de Abril, enquanto o Porto do Lobito, uma diminuição na ordem dos 58,73%, comparativamente ao Iº Semestre de 2019. O mesmo ocorreu com as operações dos Portos do Soyo e do Namibe.

Já o Porto de Cabinda, o movimento por agente de navegação, foi de 2 a 3 navios por mês, abaixo dos números registados em 2019.
O informe do MINTRANS assinala que a operação do Porto de Porto Amboim encontra-se sem operação relevante, dado o estado avançado de degradação a que está exposto, controlando somente o movimento de descarga de combustíveis por pipeline, de petroleiros, para o Terminal Oceânico de Porto Amboim (TOPA).

O Ministério dos Transportes avança que o processo de formalização da área de domínio portuário encontra-se no caminho crítico para a retoma e especialização da actividade daquela unidade portuária.
Em relação aos navios agrupados por intervalos de arqueação bruta (TAB), no mês de Abril, o Porto de Luanda registou o número de 255 embarcações de cabotagem e a TAB de 7.826.153 toneladas de longo curso e em Maio, um movimento total de 280 navios agrupados em intervalos de arqueação de 2.028.902.
No Porto do Lobito, os navios agrupados por intervalos de arqueação bruta variaram entre 168.929 a 260.774 toneladas, no Porto do Namibe 52 movimentações, sendo 26 de longo curso e 26 de cabotagem. No Porto de Cabinda foram assinalados 68 navios e uma arqueação bruta de 3.303.920 toneladas. Entretanto, no Porto do Soyo, agrupou-se navios por intervalos de tonelagem de arqueação bruta que totalizaram 476 embarcações.

Tráfego de cargas

O Ministério dos Transportes informou que houve uma subida considerável no mês de Maio de 5.769 de tráfego de contentores, que representarem mais de 15%, comparativamente ao mês de Abril, no Porto de Luanda, concretamente no Terminal Polivalente, de Contentores, Multiuso e o Terminal da Sonils.
O Porto do Lobito operou num único terminal, o Terminal de Contentores e assinalou o tráfego de 9.552 contentores, enquanto o Namibe observou, no primeiro trimestre de 2020, um movimento de 5.551 contentores, tendo-se registado uma redução de menos 1.252, uma vez que no segundo trimestre, o movimento foi de 4.299 contentores.
O Porto de Cabinda o tráfego de contentores alistou 816 unidades e do Porto do Soyo, registou a partir de Janeiro de 2020 e até 24 de Maio corrente, 1.868 contentores no Terminal Comercial & Kwanda.

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