Economia

Companhias alargam contrato de partilha

A Sonangol e a petrolífera italiana ENI assinaram ontem, em Luanda, uma adenda ao contrato de partilha de produção do Bloco 15/06, operado pela companhia italiana, para a extensão da área de exploração, adicionando três novos prospectos.

Em 2017, as duas companhias reforçaram os negócios por meio de um acordo
Fotografia: Rogério Tuti | Edições Novembro | Arquivo

Recentemente, a Sonangol submeteu ao Conselho de Ministros uma  solicitação de extensão da área para adicionar três novos prospectos - Reco Reco, 31A e 31B - com potencial para serem exploradas, fazer descobertas parciais e adicionar reservas.
A Angop noticiou que, com a adenda, assinada pelo presidente do Conselho de Administração da Sonangol, Carlos Saturnino, e pelo presidente da Comissão Executiva da ENI, Claudio Descalzi, a área de bloco 15/06 com mais de quatro mil quilómetros quadrados terá um aumento de 400 quilómetros quadrados.
Em Junho, a ENI e a Sonangol anunciaram que fizeram, neste bloco, uma nova descoberta de petróleo no prospecto de exploração Kalimba, em águas profundas do “offshore” angolano.
Estima-se que a descoberta em Kalimba contenha entre 230 e 300 milhões de barris de petróleo. Operado pela multinacional italiana com uma quota de 36,84, a mesma proporção da Sonangol, integrando ainda a SSI Fifteen Limited (26,31), o bloco 15/06 recebeu, até agora, investimentos na ordem dos quatro mil milhões de dólares, segundo Claudio Descalzi.
O líder da ENI destacou a importância do acordo, por permitir a extensão de uma área importante e abrir novas perspectivas de exploração. “Com essa extensão da área, vamos fazer prospecção para exploração e aumentar o volume de produção do petróleo no país”, disse.
Por sua vez, o presidente do Conselho de Administração da Sonangol referiu que a petrolífera italiana fez novos estudos e identificou potencial de novas descobertas.  “O importante é que se trata de áreas que tinham sido abandonadas no passado. Agradecemos a ENI por continuar a acreditar em Angola. Estamos a falar de investimentos substanciais”, referiu.
O gestor esclareceu que a actividade neste bloco nunca parou e é um dos mais activos em exploração, lembrado que há zonas muito promissoras no norte e sul do Bloco, incluindo os prospectos Caxixe e Birimbau.
Este ano, a ENI já aumentou a produção em mais de 40 mil barris por dia e, até 2019, vai aumentar em até 60 mil barris por dia.

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