Economia

Consultores prevêem o abrandamento da taxa de inflação

A consultora IHS Markit estimou ontem que a inflação modere para 16 por cento este ano e antevê também que o kwanza se continue a depreciar, ainda que a um ritmo mais baixo do que no ano passado, para chegar, em média, a serem necessários 326 kwanzas por dólar (abaixo do fecho do mercado ontem) durante este ano.

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Em declarações à Lusa, a analista Thea Fourie avançou previsões segundo as quais a dívida pública tenha ficado nos 90,7 por cento do PIB no final do passado e que o crescimento económico se situe em 0,5 por cento este ano, ínfimos 0,1 pontos percentuais acima da estimativa do Governo.
“O peso da dívida do sector público de Angola é maior do que o estimado anteriormente. O aumento do fardo da dívida vai continuar a colocar pressão sobre as obrigações relativas ao serviço
da dívida, necessidades externas de liquidez e nos esforços de consolidação orçamental”, acrescenta
a analista.
As explicações para a redução da previsão de crescimento são feitas pela austeridade orçamental “garantida pelo programa de apoio financeiro do FMI num contexto de preços baixos do petróleo”, a que se junta a fraca produção de petróleo e uma produção agrícola ainda abaixo do potencial devido à seca no Sul do país, “o que afecta a perspectiva de crescimento do PIB”.

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