Economia

Consultores prevêem crescimento económico

A Focus Economics, uma empresa de consultoria britânica, prevê para este ano um crescimento da economia angolana na ordem de 1,9 por cento depois de dois anos de recessão, devendo acelerar para 2,3 por cento em 2019. A economia angolana está a emergir  devido aos preços mais altos do petróleo, o principal produto de exportação do país.                                                      

Preços mais altos do petróleo beneficiam a economia este ano
Fotografia: Edições Novembro |

A empresa de consultoria britânica FocusEconomics estima que a economia angolana cresça 1,9 por cento este ano, depois de dois anos de recessão, e acelere para os 2,3 por cento em 2019, antecipando menos défice e dívida pública.
A economia deve emergir da recessão em 2018 devido aos preços mais altos do petróleo, que são benéficos para o país, que é o segundo maior produtor de petróleo na África Subsaariana, escrevem os consultores na análise deste mês às economias africanas, enviada esta semana aos investidores.
Os analistas da FocusEconomics esperam um crescimento económico de 1,9 por cento este ano e uma aceleração para 2,3 em 2019, depois uma subida para 2,8 por cento em 2020 e 3,3 e 3,8 nos dois primeiros anos da próxima década.
A dívida pública, por seu turno, deverá aumentar de 64,1 por cento no ano passado para 73,7 este ano, mas depois deverá descer para 68,6 e 67,2 até 2020, caindo para 61,4 por cento em 2022.
Para já, afirmam, “ uma forte recuperação económica ainda está por se materializar este ano, já que o indicador de clima económico manteve-se solidamente em terreno negativo no primeiro trimestre”, nos 14 pontos negativos, uma tendência que se mantém desde 2015, um ano depois da descida dos preços do petróleo.
Elogiando as reformas lançadas pelo Governo e vincando que “o FMI elogia as políticas económicas”, a FocusEconomics acrescenta que “o sector privado deve beneficiar significativamente das reformas estruturais e do empenho do Governo no aumento da concorrência no mercado interno.”
Em Março do ano em curso, o Fundo Monetário Internacional (FMI) previu para este ano um crescimento económico de 2,2 por cento e de 2,4 em 2019, que representam revisões em alta de 0,6 e de 1,00 ponto percentual relativamente às previsões divulgadas em Outubro de 2017.
A revisão em alta foi motivada pela subida dos preços do petróleo no mercado mundial, “que aumentam o rendimento disponível e melhoram a confiança económica.” Naquela altura, o barril do brent, principal referência das exportações angolanas, estava cotado acima dos 70 dólares.
Segundo o relatório de previsões económicas mundiais (World Economic Outlook) divulgado este ano em Washington, Angola deverá acelerar o crescimento, mas continua a ver a economia a expandir-se abaixo da média da África Subsahariana. Em 2023, deverá registar, segundo previsões do FMI, um crescimento de 4,00 por cento.
Enquanto isso, o Governo  perspectiva para 2018 o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do país na ordem dos 2,2 por cento, uma revisão para metade da previsão do início do ano, mas ainda recuperando após a recessão de 2016 e 2017. No OGE para 2018, aprovado em Fevereiro,  o Governo inscreveu uma previsão de crescimento do PIB real de 4,9 por cento.

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