Economia

Covid-19: Subsidiária da Chevron mantém as operações

A petrolífera norte-americana Chevron declarou hoje que mantém as operações em Cabinda, embora tenha reduzido “de forma significativa o acesso às instalações”, em resultado de medidas de contenção da propagação da pandemia da Covid-19 adoptadas em Angola.

CABGOC restringiu as operações ao pessoal necessário
Fotografia: Edições Novembro

“A Chevron tem e mantém um compromisso forte e de longo prazo com Angola”, onde opera através da subsidiária Cabinda Gulf Oil Company Limited (CABGOC), lê-se num comunicado enviado pela companhia às redacções.
No texto, explica-se que “nos últimos dias, a Chevron reduziu de forma significativa o acesso às instalações em Luanda, Cabinda e na base de Malongo para minimizar a exposição do nosso pessoal essencial e permitir a entrada restrita do pessoal crítico necessário para executar as operações com segurança”.
A companhia acrescemnta que, “por causa da pandemia da Covid-19, a CABGOC está a monitorizar de forma contínua o impacto deste surto à volta do mundo e em Angola” e “implementou protocolos internacionais em parceria com as autoridades locais de Saúde sob a orientação do Ministério da Saúde”.
A prioridade, aponta, “é assegurar o bem-estar e a segurança dos nossos trabalhadores e os seus familiares”, estando por isso a “tomar as medidas de precaução necessárias para reduzir o seu risco de exposição”.
As medidas, conclui a petrolífera, visam “garantir estabilidade e operar de forma segura e confiável o negócio de base em Angola”, que é desenvolvido “de forma responsável a nível social e ético”.
A Chevron produziu, no ano passado, em Cabinda, quase 100 mil barris de petróleo por dia e 324 milhões de pés cúbicos de gás natural. Os números relativos a 2018 indicam que, naquele ano, a produção em Cabinda, onde opera nos blocos 0 e 14, em águas profundas, foi de uma média de 107 mil barris de petróleo e 308 milhões de pés cúbicos de gás natural.
A multinacional detém, igualmente, interesses não-operativos na Angola LNG, cuja central no Soyo tem uma produção que ronda 6,2 milhões de toneladas por ano de gás natural liquefeito.

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