Economia

Covid-19: TAAG cancela mais de 200 voos domésticos e 180 internacionais

Arcângela Rodrigues

A companhia aérea angolana (TAAG) anulou, desde o início do Estado de Emergência, 204 voos domésticos, o que representa uma perda de 16.500 passageiros, lamentou, ontem, em Luanda, o ministro dos Transportes.

A companhia aérea angolana (TAAG) anulou, desde o início do Estado de Emergência, 204 voos domésticos, o que representa uma perda de 16.500 passageiros, lamentou, ontem, em Luanda, o ministro dos Transportes.
Fotografia: DR

Ricardo de Abreu explicou que, em relação aos voos internacionais, foram cancelados 180, o que corresponde à perda de 30 mil passageiros. Acrescentou que nesta altura existem cerca de 6.700 passageiros com bilhetes retidos e que pretendem regressar ao país.O ministro, que falava em conferência de imprensa de actualização de dados sobre o Covid-19, disse que as estimativas do sector apontam para uma redução de receitas significativas, principalmente na área da aviação civil, que carece de algum suporte do Executivo para compensar as perdas.

Relativamente às outras empresas do sector, Ricardo de Abreu informou que está a ser criado um conjunto de medidas que visam mitigar a situação durante esse período.  Neste momento, de acordo com o ministro dos Transportes foi feito um estudo sobre o impacto do Covid-19 a nível do sector e os resultados são preocupantes. Como medida, acrescentou, está em curso um programa de reestruturação a ser implementado brevemente.

Abastecimento de bens

O ministro do Comércio, Victor Fernandes, informou que não está proibida a circulação de transportes para o abastecimento de bens alimentares diversos ao país. “Os ministérios do Comércio, dos Transportes, assim como a Polícia Nacional estão orientados para acautelar esta situação, facilitando a circulação desses bens essenciais”, disse. Victor Fernandes explicou que os horários afixados para a abertura e encerramento dos mercados e supermercados foram estabelecidos em função do fluxo de clientes nestes locais. “Tudo que está a ser feito é para salvaguarda das pessoas e todos têm de se adaptar às medidas planeadas no Decreto Presidencial do Estado de Emergência”.

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