Economia

Crédito contratado assegura liquidez

O pacote de crédito  subscrito no princípio do mês em curso entre Angola e a China é significativo e ajuda a desbloquear financiamento para pagar investimentos necessários, considerou domingo a consultora britânica Economist Intelligence Unit (EIU), alertando, contudo para o seu potencial de aumentar o fardo da dívida nacional.

Fotografia: DR

A EIU, unidade de inteligência da revista “The Economist” declara numa nota enviada aos investidores Angola deve “endividar-se de forma sensata”, sob perigo de entrar em situação de incumprimento financeiro devido ao alto nível de endividamento.
O pacote, de 11 mil milhões de dólares, nota a EIU, foi acordado entre as autoridades dos dois países no Fórum de Cooperação China-África (FOCAC), que decorreu no princípio do mês em Pequim.
Os analistas notam que, em Dezembro do ano passado, Angola devia à China mais de 21 mil milhões de dólares, “dos quais 5,2 mil milhões de dólares ao Banco de Importações e Exportações da China, e o restante a bancos públicos”.
No fim de Agosto, em vésperas da deslocação do Presidente João Lourenço ao FOCAC, o embaixador da China, Cui Aimin, considerou em Luanda que a dívida de Angola para com o seu país “é controlável, sustentável e não é muito má”, sendo também um assunto exclusivamente bilateral.

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