Economia

Crise global afecta economia sul-africana

A crise financeira global, a fraca procura doméstica e outros factores relacionados afectaram o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da África do Sul nos últimos três anos, continuando até 2016, altura em que representou 0,42 por cento do PIB mundial.

África do Sul espera que a economia cresça a uma taxa mais lenta do que no ano passado
Fotografia: DR

A África do Sul espera agora que a economia cresça a uma taxa mais lenta do que a taxa de crescimento da população em 2017 e em 2018, o que implica um menor padrão de vida nesse período, medido pelo PIB per capita.
Uma economia global melhorada, combinada com os esforços de estimulação do Governo, deve resultar num crescimento económico positivo do país. No entanto, espera-se que esse crescimento esteja abaixo das previsões da região mundial e subsaariana.
O crescimento económico tem sido impulsionado principalmente pelo comércio, o turismo e as comunicações. Com um terço das exportações do país a serem matérias-primas, as mudanças na procura global por essas matérias-primas pela procura interna deverão ter efeitos consideráveis no valor das exportações da África do Sul no futuro.
Devido às potenciais tarifas dos Estados Unidos sobre as importações da China e do México, que se espera que tenham um impacto nos fluxos comerciais globais, os exportadores desses países devem buscar oportunidades em mercados alternativos que, por sua vez, podem apresentar oportunidades de exportação para produtores africanos no mercado americano.
Para alcançar uma vivacidade no crescimento económico durante 2017-2018, o Governo da África do Sul fez investimentos significativos na actualização da sua infra-estrutura rodoviária envelhecida, um elemento que pode aumentar o mercado de logística até 2020.
Os esforços da África do Sul para aumentar as exportações de bens e serviços na região e posicionar o país como um centro para o envolvimento regional e global africano através de acordos comerciais, exigem medidas complementares, como a melhoria do transporte e a regulamentação para o au­mento do comércio.
O foco na promoção de indústrias e exportações é susceptível de gerar oportunidades para serviços de logística internacional na África do Sul.
O comércio de exportação da África do Sul com o resto da África deve duplicar, à medida que mais acordos forem assinados e processados.
Mais de 89 por cento do frete na África do Sul é sobre a rede rodoviária. Os recursos foram alocados para a manutenção e reabilitação de rede em todo o país, enquanto a rede ferroviária representa 80 por cento da infra-estrutura africana total.
A ampla rede ferroviária, que se conecta com outras redes da região subsaariana e dos países vizinhos, oferece grande oportunidade para as empresas preferirem a rede ferroviária que a viária, se a eficiência operacional do antigo for aumentada. Aumentar a procura comercial e melhorar a infra-estrutura tem potencial para empresas com estratégias de longo prazo.
O desenvolvimento do mercado para os empreendedores do sector de logística deve depender de soluções avançadas, baseadas em tecnologia com melhores ofertas de serviços.
Com o crescimento constante do comércio internacional, espera-se que o sector logístico da África do Sul assuma um crescimento de 3,7 por cento nos próximos 5 anos.

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