Economia

Dados do INE anunciam ligeiro crescimento da taxa de inflação

O Índice de Preços no Consumidor Nacional (IPCN), que mede a evolução da inflação no país, acelerou ligeiramente, para 1,53 por cento em Novembro, depois de, no mês anterior, se ter situado em 1,38, de acordo com números publicados sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Camião carregado cruza um trecho da Estrada Nacional 230
Fotografia: Kindala Manuel | Edições Novembro

O INE indicou que a inflação foi mais alta no Bengo, onde avançou 2,59 por cento, Huambo (2,44), Cuando Cubango (2,13) e Huíla (2,01), com as menores variações a acontecerem no Bié (1,37 por cento), Namibe (1,38), assim como Benguela e Lunda-Sul (1,40 por cento).
Os números apontam a classe “Bebidas Alcoólicas e Tabaco” como a que mais influenciou a taxa de Novembro, com aumentos gerais de 1,95 por cento, destacando-se, também, a evolução ocorrida sobre os preços da classe “Alimentação e Bebidas não Alcoólicas” (1,91 por cento), “Hotéis, Cafés e Restaurantes” (1,71) e “Bens e Serviços” (1,61 por cento).
A variação homóloga, a 12 meses, situa-se em 16,32 por cento, registando um decréscimo de 2,03 pontos percentuais com relação a observada em igual período do ano passado, acima da taxa de 15 por cento prevista pelo Governo para o cômputo do ano.
A inflação de Luanda, medida pelo Índice de Preços no Consumidor (IPC), registou uma variação de 1,48 por cento, acima da de Outubro, de 1,39 por cento, influenciada pelos aumentos verificados na classe “Hotéis, Cafés e Restaurantes”, que avançou 1,82 por cento. A evolução nas classes “Bebidas Alcoólicas e Tabaco” (1,76 por cento), “Bens e Serviços Diversos” (1,75) e “Alimentação e Bebidas não Alcoólicas” (1,73) também contribuíram para a taxa de inflação de Luanda em Novembro.A taxa homóloga abrandou, entretanto, para 16,57 por cemto, registando um decréscimo de 1,20 pontos percentuais com relação à observada em igual período do ano anterior.
No Bengo, onde se registou a maior inflação do país em Novembro, o IPC foi influenciado pela escalada dos preços da classe “Bebidas Alcoólicas e Tabaco” (4,30 por cento), enquanto no Bié, onde se verificou a menor taxa do país, pesou a evolução dos preços da classe “Lazer, Recreação e Cultura” (3,64).

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