Economia

Despesas de bens essenciais aumentam seis mil milhões

Ana Paulo

A procura de produtos alimentares e de bebidas não alcoólicas, em Angola, deverá atingir, até 2021, cerca de 21 mil milhões de dólares, acima dos 15 mil milhões em relação a 2017, abrindo novas oportunidades de produção, transformação e distribuição de produtos agro-alimentares.

País tende a gastar mais divisas em bens alimentares
Fotografia: Vigas da Purificação | Edições Novembro

As previsões constam no Relatório de Revisões de Políticas de Investimentos (IPR) da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (CNUCED), apresentado há dias, em Luanda.
O documento destaca o Programa de Apoio à Produção, Diversificação das Exportações e Substituição das Importações (PRODESI) como importante instrumento de captação de investimentos para os sectores produtivos, com destaque para a Agricultura e Processamento de alimentos.
No relatório do CNUCED reconhece que o Governo realizou grandes investimentos para expandir a produção e processamento agrícola, que assumiram a forma de infra-estruturas, como o Perímetro Irrigado de Caxito, no Bengo, ou, ainda, o Pólo Agro-industriais de Capanda, em Malanje. Para facilitar o investimento no mercado interno, refere o documento, Angola assinou tratados bilaterais de investimentos com 14 países, dos quais cinco estão em vigor.
Ainda assim, o relatório refere que Angola tem um número relativamente baixo de tratados bilaterais de investimentos em comparação com a maioria dos países menos avançados. As Revisões de Política de Investimento da CNUCED são concebidas para ajudar os países a melhorar as políticas de investimento, tendo em vista os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

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