Economia

Divulgação fraca afecta inquérito do INE

Apesar do Instituto Nacional de Estatística (INE) ter contratado a Isenta, uma empresa de comunicação, para anunciar o arranque do 3º Inquérito sobre Despesas, Receitas e Emprego de Angola (IDREA), a operação está a passar por constrangimentos devido à fraca divulgação.

Camilo Ceita, director-geral do Instituto de Estatística
Fotografia: José Soares| Edições Novembro

A falha na comunicação e publicitação do inquérito, que prevê abranger 12.500 agregados familiares em todo país, levou a população de Ambaca, um município da província do Cuanza-Norte, a recusar-se a fornecer os dados aos técnicos do INE.
A recusa da população da aldeia do Quissonde, comuna do Tango, município de Ambaca, poderá afectar a qualidade da informação a ser recolhida na província do Cuanza-Norte, afirmou em conferência de imprensa o coordenador do IDREA, Paulo Fonseca.
Até ao momento, as equipas de campo cobriram 180 aglomerações populacionais, o que equivale a cobertura de 3.420 agregados familiares e representa apenas cerca de 27 por cento do total previsto.
Segundo o coordenador-técnico do IDREA, a Isenta foi contratada com base num concurso público para gerir a campanha que permitiria levar ao conhecimento do público que o INE está a realizar o inquérito em todo território nacional.
O Jornal de Angola apurou que a Isenta foi contratada duas semanas depois do processo ter iniciado, em Março, em decorrência da tramitação do processo entre Luanda e Washington, onde está a sede do Banco Mundial, que financia o inquérito.
O técnico da Isenta Flávio Neto referiu haver questões,  do cronograma das tarefas,  que ainda têm de ser aprovados. “A campanha está desenhada, leva várias fases, como da concepção e aprovação do cliente”.
Nos  municípios  e comunas  que  vão servir de amostra para este inquérito durante os 12 meses pelos que decorre, os agentes de campo efectuam em regra três a quatro visitas por dia, a diferentes agregados familiares.

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