Economia

Duas moagens elevam transformação de trigo

João Constantino | Chinguar

Apenas duas das quatro moagens com as quais o Governo projecta relançar a produção de farinha de trigo em grande escala e reduzir as importações estão operacionais, de acordo com declarações prestadas pela ministra da Indústria ao Jornal de Angola no Chinguar, Bié.

Ministra anuncia que mais uma unidade arranca até Dezembro
Fotografia: Vigas da Purificação | Edições Novembro

Bernarda Martins afirmou que uma dessas unidades adquiridas pelo Governo está a ser montada para ser inaugurada este ano, enquanto outra aguarda por investimentos para o arranque, sendo, doravante, o maior desafio a produção de trigo em escala.
A ministra, que participou no acto de lançamento do ano agrícola 2018-2019, disse ter visto amostras de trigo cultivado no Bié, mas considerou ser necessário “optimizar essas produções para que Angola consiga, pelo menos, reduzir o volume da importação do trigo.”
O programa de apoio ao meio rural e combate à po-breza, no qual o Ministério da Indústria está integrado, tem uma componente de instalação de pequenos parques indústriais, o primeiro dos quais é montado no município do Andulo, Bié, anunciou a ministra,
A farinha de trigo é um dos produtos para os quais a unidade a instalar no Andulo está habilitada, além da fuba de milho, café e ração animal.
O Ministério da Economia e do Planeamento tem estado a desenvolver um programa que vai, a partir do próximo ano, conceder crédito para o surgimento de pequenas unidades industriais, anunciou a ministra.

Produção de cimento
Por outro lado, a ministra considerou que Angola tem capacidade para a produção de cimento em grande escala e a custos razoáveis. “Estamos a trabalhar com os in-dustriais da produção de cimento para conseguir que eles produzam mais, já que existe capacidade para produzir mais cimento e a preço razoável”, afirmou.
Bernarda Martins apontou os “condicionalismos” a ultrapassar para se elevar a produção de cimento, como o facto de a indústria estar a trabalhar na sua capacidade máxima e a dependência da importação de componentes.

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