Economia

Economistas do Banco Mundial defendem ajustamento “doloroso”

Os economistas do Banco Mundial Francisco Carneiro e Wilfried A. Kouame de-fendem que os países da África Subsaariana precisam de fazer um ajustamento "significativo e doloroso" para atingirem uma dívida pública consistente com uma notação de investimento.

Fotografia: DR


"Tal como é documentado nos nossos recentes relatórios, alguns países da África Subsaariana podem almejar atingir um nível de dívida pública consistente com uma notação de investimento a longo prazo. Neste caso, o esforço orçamental requerido a curto prazo terá de ser mais significativo e doloroso, mas este ajustamento orçamental vai garantir ganhos sustentáveis a longo prazo", defendem os economistas.
Num artigo de investigação publicado no blog do Banco Mundial, com o título "Quanto devem os países da África Su-bsaariana ajustar para abrandar o crescimento da dívida pública". Os economistas lembram a rápida e preocupante subida da dívida pública na última década nesta região para defender que "sem dor não há ganho."
A subida da dívida pública face ao Produto Interno Bruto (PIB) na África Subsaariana tem sido um dos temas mais desenvolvidos nos relatórios sobre esta região, devido ao perigo que isso coloca às economias relativamente à capacidade de fazerem os inves-
timentos públicos necessários ao desenvolvimento e, ao mesmo tempo, terem margem orçamental suficiente para honrar os compromissos financeiros.
"Entre 2010 e 2018, a média da dívida pública subiu de 40 para 59 por cento do PIB, tornando esta região a que mais rapidamente acumula dívida a nível mundial", dizem os economistas. "Mais alarmante é o facto de a dívida pública face ao PIB ter duplicado em mais de um quarto dos países da região, entre os quais estão Angola, Camarões, Guiné Equatorial e Nigéria", referem.

 

 

 

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