Economia

Economistas vêem no controlo das despesas mensais a chave na tarefa de gerar reservas

Gastar menos do que se ganha é crucial. É a regra básica e a mais importante das finanças pessoais, considera o consultor económico e especialista em poupança.

Fotografia: DR

Augusto Fernandes aponta quatro regras essenciais para que as famílias possam poupar, designadamente saber de onde vem o dinheiro (anotar todas as entradas), pagar um salário a si mesmo, fazer cortes às despesas não essenciais e ter objectivos de curto, médio e longo prazos.

Sobre os gastos, admite serem todos importantes e essenciais à vida humana. Todavia, clarifique existirem gastos prioritários (aqueles relacionados com a satisfação das necessidades básicas), necessários (que advêm do nosso nível e modelo de vida, tipo internet, Tv e etc) e os desejáveis (aqueles que decorrem da influência do meio e do ciclo de amizades, tipo cinema, festas, electrónicos).

“Os gastos desejáveis, muitas vezes, são confundidos com os necessários e fazem com que apliquemos dinheiro não previstos na sua satisfação”, disse. Para o também fiscalista e promotor da Poupainvest, uma plataforma de gestão e administração de poupanças pessoais e empresariais (lucros), uma vez que os gastos variam de pessoa para pessoa, cada um deve conhecer-se a si próprio e descobrir quais os seus gastos prioritários, necessários e os desejáveis.

Por sua vez, o também economista e consultor Félix Inácio considera que o angolano, na sua generalidade, tem como principal prioridade quando recebe o ordenado, a execução de despesas consideradas circunstanciais, posteriormente o remanescente utiliza para financiar as despesas consideradas urgentes e importante. Em algumas vezes contraem dividas para financiar a execução das despesas consideradas importante, após ter exaurido os recursos em despesas circunstancias.

Paralelamente, ao escalonamento das despesas por prioridades na sua execução, existe outra situação que concorre para o equilíbrio na gestão das finanças pessoais quando existe restrição orçamental. Após a definição das prioridades, o passo posterior resume-se o estudo da natureza do consumo. Existem bens de consumo que univocamente são vistos como bens absolutos, entretanto, estes bens podem efectivamente serem substituídos por outros bens que garantem a mesma utilidade no consumo. A identificação de bens substituto requer associá-lo com o estudo da localização onde irá efectuar aquisição, fazendo analise custo-benefício.

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