Os profissionais proclamaram quinta-feira, em Luanda, a Ordem dos Economistas de Angola (OEA), durante uma Assembleia Constituinte com a presença de 250 delegados de todo o país, num processo que culmina em mais de um ano e meio de trabalho preparatório desenvolvido por uma comissão instaladora dirigida pelo docente universitário Fausto de Carvalho Simões.
Fausto de Carvalho Simões discursa no acto de proclamação Fotografia: Edições Novembro
A OEA pretende ser um parceiro importante do Estado na formulação de políticas económicas para o desenvolvimento do país, o que exige uma responsabilidade “especial” dos profissionais da classe, segundo Fausto de Carvalho Simões. “Provavelmente, com a existência de uma OEA que prestigiasse, valorizasse e defendesse esta classe de profissionais, muitos dos erros que se reconhece terem sido cometidos e contribuíram negativamente para a situação difícil actual, ter-se-iam evitado”, sublinhou. Entre os desafios fundamentais da OEA, destacam-se a contribuição para a melhoria do desempenho profissional dos filiados e divulgação dos progressos científicos, bem como a sua constituição como parceiro de todos os órgãos que contribuem para o desenvolvimento
do país. A OEA decidiu dar “especial” atenção às parcerias académicas e científicas a estabelecer com as universidades que possuam licenciaturas ou cursos de pós-graduação na área do conhecimento económico, indicou Fausto de Carvalho Simões, que lembrou que a constituição da nova entidade registou “fracassos” ao longo de mais de 20 anos, por várias razões. A Assembleia constituinte indicou uma comissão formada por 11 economistas para dirigir a OEA até a eleição dos órgãos sociais (o bastonário e outros). A comissão instaladora é liderada por Fausto de Carvalho Simões e dela fazem parte conhecidos economistas angolanos, como Carlos Gomes, Alves da Rocha e Filomeno Vieira Lopes.