Economia

Embaixador em Portugal fala de oportunidade de negócios

O embaixador de Angola em Portugal, Carlos Alberto Fonseca, sublinhou, ontem, na cidade do Porto, que “estão criadas as condições para o reforço das relações entre os dois países,” destacando a oportunidade que as pequenas, médias e grandes empresas lusas têm de se internacionalizar para o mercado africano, através da participação no programa de privatizações actualmente em curso no país”.

Carlos Alberto Fonseca voltou a convidar os empresários portugueses a investirem em Angola
Fotografia: DR

Carlos Alberto Fonseca falava durante uma conferência denominada “O Investimento e as Relações Económicas entre Angola e Portugal”, uma iniciativa da Casa do FC Porto em Luanda, no âmbito da comemoração do seu 22º aniversário.
O diplomata sublinhou que “as relações entre Angola e Portugal, tão antigas e multiformes, têm um carácter transversal ao estenderem -se às mais distintas áreas da vida política, económica e social”, salientando, nesse quadro, as económicas e comerciais.
“Como é sabido, a tendência crescente do volume das trocas comerciais apenas foi perturbada pelo impacto negativo da crise económica e financeira internacional, do qual faz parte a queda abrupta dos preços do petróleo a partir de 2014 e a baixa de produção deste produto, de que resultou numa diminuição de divisas e, em consequência, na redução do fluxo comercial”, referiu.
Esta situação, referiu, é temporária, tendo em conta a previsibilidade do relançamento da economia angolana através de um programa de diversificação.
Depois de pormenorizar os recentes desenvolvimentos em termos da criação de condições para a captação do investimento externo para Angola, Carlos Alberto Fonseca sublinhou que “no processo de diversificação e relançamento da economia angolana e no quadro do novo paradigma económico, o sector empresarial privado tem um papel determinante”.
Após apresentar a nova Lei do Investimento Privado e as que facilitam a emissão de vistos especiais para quem quiser investir no país, o embaixador de Angola em Portugal sublinhou que “as condições de investimento têm melhorado o objectivo de incentivar as grandes, médias e pequenas empresas, ciente de que todas são importantes para o tecido empresarial angolano, para a dinamização da competitividade, para a empregabilidade, para a criação de riqueza e melhor prestação de bens e serviços à população.”
“Sendo o sector agrícola privilegiado no processo de diversificação da economia angolana, dadas as potencialidades existentes, todos os sectores económicos são abrangidos neste período de relançamento. A indústria, pelo valor agregado que implica, é também uma prioridade para a resposta à demanda da empregabilidade, ao aumento da oferta de bens e serviços, da rentabilidade e, por conseguinte, a satisfação das necessidades de consumo e o bem-estar da população”, disse.

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