Economia

Empresa mobiliária vê o PIIM como uma oportunidade de negócios

António Eugénio

O grupo Jirétours, que investiu esse ano mais de 350 milhões de kwanzas para o fabrico de móveis escolares usando matéria-prima 100% angolana essencialmente a madeira e o ferro, está atento às oportunidades que se abrem sobre as unidades escolares a serem construídas no âmbito do Plano Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM).

Fotografia: DR

Com o foco virado para este nicho, o investidor pretende que o Governo possa reduzir a exportação de carteiras e poupar milhões de kwanzas, que podem ser injectados para outros sectores económicos. “Os nossos móveis são feitos com material nacional. É um contra censo que continuemos a comprar bens acabados quando internamente podemos fabricá-los”, disse o administrador do grupo empresarial, Osvaldo Caumbulo, em declarações ao Jornal de Angola.

Com esta medida, a firma alega desencorajar e reduzir o tráfico ilegal da madeira para o exterior, valorizar a matéria -prima nacional e alavancar a indústria transformadora da madeira. O responsável afirmou que diariamente a unidade chega a fabricar 300 carteiras individuais para abastecer algumas escolas de Luanda, numa capacidade total de 600 carteiras individuais e duplas por dia.

Ultimamente tem havido fraca procura do imobiliário escolar e a desaceleração da economia tendo em conta a pandemia de Covid-19. A empresa, além de vender carteiras, garante também assistência e manutenção aos clientes que acorrem àquela unidade fabril. Osvaldo Caumbulo apelou ao Executivo para continuar a apoiar a produção nacional, em particular o sector imobiliário, para a criação de mais empregos para a juventude.

A fábrica gerou, até agora, 65 postos de trabalho. Quanto aos preços dos materiais comercializados são acessíveis, tendo lamentado o facto de muitas instituições de ensino carecerem de carteira e muitas delas acorrerem anualmente a algumas unidades para comprar carteiras escolares por alguns que ele considera “paraquedistas” do ramo que comercializam os meios a custos elevados.

“Não compreendo como é que vão comprar os materiais escolares numa unidade comercial que, em menos de pouco tempo, deterioram. É preciso responsabilizar essas pessoas”, atira. Face aos problemas sanitários que o país vive, a empresa adequou-se ao momento da calamidade e está a confeccionar meios que evitem a propagação de qualquer enfermidade.

O grupo empresarial angolano pretende alargar o negócio para outras localidades do país, porém, solicita as instituições financeiras a redobrar o apoio à indústria transformadora de madeira. Localizada na zona do Benfica, em Luanda, numa área de 1.200 metros quadrados, a empresa foi criada em 2016 com a produção de mobiliário doméstico e em 2017, fruto da entrada de uma nova administração passou a dedicar-se à produção de mobiliário escolar, sobretudo em madeira, metálico e em polipropileno destinado também para escritórios, bibliotecas, igrejas e museus.

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