Economia

Empresa brasileira encaixa 140 milhões

O grupo brasileiro Odebrecht obtém um encaixe de 140 milhões de dólares norte-americanos (28,3 mil mi­lhões de kwanzas) com a venda da participação de 16,4 por cento na diamantífera Sociedade Mineira de Catoca, o quarto maior kimberlito do Mundo a céu aberto, de acordo com um comunicado divulgado pelo grupo russo Alrosa PJSC.

Transacção em dólares desengaja a Odebrecht de Catoca
Fotografia: Paulo Mulaza | Edições Novembro

O negócio, promulgado este mês por decreto pelo Presidente da República, João Lourenço, será legalizado em termos formais entre Fevereiro e Março, posto que o capital social da Sociedade Mineira de Catoca ficará dividido em duas parcelas de 41 por cento detidas pelo grupo russo Alrosa e a estatal Em­presa Nacional de Diamantes de Angola (Endiama) e uma de 18 pela chinesa LL International Holding B.V.
A participação do grupo Odebrecht, detida através da subsidiária alemã do grupo brasileiro, a Odebrecht Mining Service Investiments GmbH, foi inicialmente vendida à Wargan Holdings Limited, empresa cujo capital social é detido em 100 por cento pelo grupo russo Alrosa, para ser posteriormente dividida em partes iguais de 8,2 por cento com a estatal angolana.
A Sociedade Mineira de Catoca, situada no município de Saurimo, província da Lunda Sul, é líder nacional da produção de diamantes com uma quota de 86,3 por cento em volume e 60,3 por cento em valor monetário.
A mina, que opera desde 1997, está avaliada em mais de 1.800 milhões de dólares (363,7 mil milhões de kwanzas).  No Decreto Presidencial que autoriza a venda, lê-se que a Odebrecht Angola “cumpriu integralmente o propósito definido de levar a Sociedade Mineira de Catoca, Limitada, em conjunto com a Endiama - EP e os demais accionistas, à maturidade operacional”, mas que “manifestou a intenção de alienar a sua quota” para “concentrar-se nos seus projectos de infra-estruturas”.

Tempo

Multimédia