Economia

Empresários reforçam os laços económicos

Leonel Kassana

Empresários angolanos e sul-africanos podem acelerar o estabelecimento de parcerias com a proclamação, quinta-feira, da Câmara de Comércio e Indústria Angola e África do Sul (CACIAAS), que se propõe a desenvolver acções de complementaridade e intermediação para facilitar o ambiente de negócios.

Victoriano Nicolau (direita) e o embaixador da África do Sul, Faninie Mfana Phacola
Fotografia: Edições Novembro


O presidente de direcção da Câmara de Comércio e Indústria Angola e África do Sul, Victoriano Ferreira Nicolau, considerou que a organização está numa “posição charneira” por poder articular entre os dois países, graças ao  conhecimento que possui do tecido empresarial e respectivas fragilidades.
Afirmou ser necessário avançar para as acções que podem ser desenvolvidas em pouco tempo, principalmente no domínio do turismo, o que pode ser acelerado com a flexibilização de vistos em passaportes ordinários entre as República de Angola e da África do Sul.
A Câmara de Comércio e Indústria Angola e África do Sul arranca com cerca de 40 empresas das mais variadas áreas, mas o seu presidente referiu que, nos próximos meses, vai ser mobilizado um maior número de membros para cobrir o universo empresarial dos dois países. “Temos uma agenda concreta para isso”, declarou.
Segundo Victoriano Ferreira Nicolau, a Câmara vai criar condições necessárias para que, com “competitividade e energia”, as parcerias estratégicas entre empresários dos dois países possam alavancar as respectivas economias.
“O nosso papel é incentivar esse espírito de parceria, pois é preciso abandonar a cultura de ser proprietário a cem por cento de qualquer coisa que se chama zero”, sublinhou, apontando como domínios “concretos” como a transformação de produtos de origem agrícola e pecuária.
A Câmara de Comércio e Indústria Angola e África do Sul, disse, vai trabalhar arduamente para a melhoria do ambiente de negócios, como os incentivos aos empresários e a melhoria das infra-estruturas de comunicação entre os dois países para facilitar as transacções />Presente na cerimónia, o ministro do Comércio, Joffre Van-Dúnem Júnior, garantiu todo o apoio à Câmara do Comércio e Indústria Angola e África do Sul, a qual definiu como “ponto de partida para a integração entre as duas economias”.
“O Executivo tem que dar, obviamente, todo o apoio e facilitar todas as condições para que esta Câmara realmente saia do papel e possa, na prática, dar resultados que interessam ambas economias”, declarou o ministro.
 Joffre Van-Dúnem Júnior destacou o simbolismo da proclamação da Câmara em vésperas da visita do Presidente da República, João Lourenço, à África do Sul. “A Câmara é proclamada numa boa altura, com a visita do Presidente da República à África do Sul”, disse o ministro do Comércio, prevendo para dentro de quatro a cinco anos o equilíbrio da balança comercial entre os dois países, com a exportação de mais produtos agro-pecuários de Angola.

Trocas comerciais
Os últimos dados produzidos pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) indicam que, no segundo trimestre, as trocas com África do Sul representaram 5,9 por cento do total comércio externo angolano, com um volume de negócios de 30.973 milhões de kwanzas.
Angola exporta para a África do Sul produtos da indústria extractiva, principalmente hidrocarbonetos, e importante produtos agro-pecuários e seus derivados, além de máquinas e equipamentos, de acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística.
Membros do Governo, representantes do corpo diplomático acreditado em Angola e empresários dos dois países assistiram o acto de proclamação da Câmara de Comércio e Indústria Angola e África do Sul.

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