Economia

ENDE e Banco Sol concordam em programa de empréstimos

Armando Estrela

O Banco Sol está preparado para estruturar e montar um conjunto de operações que satisfaçam plenamente os grandes desígnios de crescimento e de desenvolvimento da Empresa Nacional de Distribuição de Electricidade (ENDE), para torná-la numa empresa transversal, estratégica e economicamente viável.

protocolo pode criar condições favoráveis para que os trabalhadores da ende se comprometam com o processo de produção
Fotografia: Edições Novembro |

Essa informação foi sustentada, ontem, em Luanda, pelo presidente do conselho de administração do Banco Sol, Coutinho Nobre Miguel, no final da assinatura de um acordo conseguido pela ENDE junto da instituição, com vista ao financiamento incondicional dos trabalhadores da companhia angolana de distribuição de electricidade.
“Acreditem que a modesta experiência que acumulamos ao longo dos 17 anos, aliada também à vossa experiência, vamos transformar este protocolo num verdadeiro instrumento de satisfação recíproca”, garantiu Coutinho Nobre Miguel, quando relacionava os passos a dar com as necessidades que o país tem de possuir “uma banca presente, que capacite a classe empresarial, que reforce o tecido empresarial, que acompanhe o dinamismo do crescimento e desenvolvimento do país”.
O gestor bancário notou que o Banco Sol está atento aos desafios do país, sobretudo aqueles que estão consignados no Plano de Desenvolvimento Nacional, que interpelam para que se possa apoiar as micro, pequenas e médias empresas e para que se crie no país um ambiente favorável de substituição das importações pela produção nacional e, dessa forma, fazer-se uma menor pressão sobre as divisas, além de se criar um ambiente favorável para empregar jovens, visando a criação de condições para o desenvolvimento sustentável almejável para o país.
Coutinho Miguel saudou a administração da ENDE, pelo facto de ter acreditado no projecto e de mostrar que duas empresas angolanas, uma da indústria energética e outra financeira, podem caminhar de mãos dadas, para criar um ambiente para os seus colaboradores. “Acreditem, modestamente, que o Banco Sol vai colocar todas as suas sinergias à vossa disposição, para que este protocolo não se transforme em ‘letra morta’, mas que sirva de instrumento catalisador, com incidência e com um impacto real na vida dos trabalhadores desta grande empresa e no apoio aos projectos estruturantes do sector”, referiu.
Com esse passo, o PCA do Banco Sol acredita que existem agora condições favoráveis, para que os trabalhadores da ENDE se comprometam, cada vez mais, com a elevação da produção, da produtividade e da rentabilidade da empresa.
Para Coutinho Nobre Miguel, as transformações que ocorrem no nosso país têm interpelado a que as empresas olhem para a sua rentabilidade económica e para o cálculo económico.
“Mas, para que se alcance o cálculo económico, a rentabilidade económica, é necessário que se crie um estado motivacional aos colaboradores, como este protocolo que estamos aqui a celebrar, que visa, efectivamente, apoiar os trabalhadores desta grande empresa, com variados produtos que fazem parte da grelha dos nossos serviços, designadamente o crédito ao consumo, o crédito automóvel, o crédito habitação e outros serviços e produtos diferenciados que o Banco Sol contempla na sua grelha permanentemente”, sublinhou o gestor.

 ENDE espera obter crédito para financiar processo de expansão

A presidente do Conselho de Administração da ENDE, Ruth Nascimento Safeca, disse que, paralelamente às relações existentes, a empresa vai continuar a estreitá-la ainda mais, no campo das operações mantidas com o banco e naquilo que podem ser as facilidades futuras a obter, quanto ao provimento dessas operações. “Estamos em crer que, daqui para a frente, muito mais ainda teremos de facilidades em relação ao relacionamento com a nossa empresa, no que diz respeito à possibilidade de obtenção dos serviços do Banco Sol e, eventualmente, de facilidades de crédito para a empresa”.
A ENDE é uma empresa com necessidades de um conjunto de matéria-prima, normalmente adquirida no exterior. “Em termos de abastecimento técnico e material, temos muitas necessidades de aquisição no exterior de materiais, para fazer face à exploração da empresa e, com o acordo alcançado, temos a certeza que podemos contar com o Banco Sol, para darnos suporte a essa actividade de aquisição no exterior, no que diz respeito à componente cambial”, realçou Ruth Nascimento Safeca.

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