Economia

Endiama anunciou ganhos nas vendas no ano passado

Xavier António

O presidente do Conselho de Administração da Empresa Nacional de Diamantes de Angola (ENDIAMA), Ganga Júnior, anunciou ontem, em Luanda, que as vendas da companhia ascenderam ao valor de 1.263.141.553 dólares em 2019, mais 10 por cento que em 2018.

Presidente do Conselho de Administração da Endiama (ao centro) na conferência de imprensa
Fotografia: João Gomes | Edições Novembro

O gestor, que falava numa conferência de imprensa realizada para assinalar o 40º aniversário da companhia, indicou que as vendas resultaram numa receita adicional de 34,7 milhões de dólares face a 2018.

De acordo com a fonte, no ano passado, a companhia comercializou 9,1 milhões de quilates da produção industrial de diamantes, ao preço médio de 138 dólares, uma redução de 7,00 por cento do preço médio.
Ganga Júnior admitiu que a perspectiva de produção estava estimada em 9,5 milhões de quilates. “Esta quebra deve-se à descontinuidade da mina CAT- E 42, onde se previa produzir 884 mil quilates. Ao longo dos trabalhos de prospecção, vimos que a qualidade é baixa e não compensava as despesas de produção", disse.
A produção industrial e semi-industrial foi de 9.121.515,07 quilates, de acordo com o presidente do Conselho de Administração da Endiama, que declarou haver, actualmente, 79 concessões mineiras, 22 das quais em promoção (10 depósitos primários e 12 secundários), 20 concessões em processo de outorga (sete depósitos primários e 13 secundários), duas concessões em concurso público, 23 projectos em prospecção e 12 projectos em produção.
 

Gestão de Concessões

Avançou ainda que Endiama mantém em curso o processo de regularização de contratos e licenças ociosas iniciado em 2017 ao abrigo da legislação em vigor, designadamente, o Código Mineiro e o Decreto Presidencial nº 174/15, de 15 de Setembro, sobre licenças ociosas.
“No âmbito dos contratos e licenças ociosas, foram extintos os direitos mineiros de 60 Projectos Mineiros, permitindo libertar 33 áreas para a captação de novos parceiros, investidores nacionais e internacionais”, garantiu. Acrescentou que foram assinados acordos de confidencialidade, acordos de intenção e memorandos de entendimento no domínio da prospecção, exploração, lapidação e comercialização de diamantes.

Privatizações

No âmbito do processo de privatizações, está na mesa a venda total do Hotel Diamante em Luanda, onde a Endiama é sócia maioritária, a empresa de serviços de segurança, ALFA 5, onde a administração pretende participar como sócio minoritário, reduzindo a participação de 70 por cento do capital para 30, e outros activos.
“Não faz parte da lista das privatizações a Clínica Sagrada Esperança, sediada na Ilha do Cabo, em Luanda, por prestar serviços médicos e medicamentosos aos trabalhadores e seus familiares”, anunciou Ganga Júnior.

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