Economia

ENDIAMA assina acordos na Venezuela

Angola e a Venezuela assinaram quinta-feira, em Caracas, dois memorandos de entendimento para a extracção de diamantes e formação de profissionais do país latino-americano, apurou sexta-feira o Jornal de Angola de fontes ligadas ao processo.

Presidente do Conselho de Administração da ENDIAMA
Fotografia: Kindala Manuel | Edições Novembro

Um primeiro acordo foi assinado pelos presidentes do Conselho de Administração da ENDIAMA e do Banco Central da Venezuela (BCV), Carlos Sumbula e Ricardo Sanguino, estabelecendo cooperação para a formação de mineiros venezuelanos na produção artesanal, semi-industrial e industrial, declarou a companhia diamantífera ao Jornal de Angola.
O documento prevê a optimização de processos de comercialização de diamantes em bruto, lapidação, organização, tramitação e dinamização de procedimentos com base no Sistema de Certificação do Processo Kimberley.
As partes trabalhavam desde 2015 na adopção de um acordo do género que inclui a abertura de um escritório do Processo Kimberley, supervisionado pelo Banco Central da Venezuela.
O Processo de Kimberley é uma norma internacional de certificação de origem de diamantes concebida, depois de proposta por Angola, no fim dos anos 90, para evitar a compra e venda de diamantes de sangue, ou procedentes de zonas de conflito, guerras civis e de abusos de direitos humanos. O segundo memorando foi assinado com o ministro para o Desenvolvimento Mineiro Ecológico venezuelano, Jorge Arreaza, para promover a criação de uma empresa mista com capitais dos dois países, com o objectivo de explorar diamantes, ouro e coltan (columbite-tantalita, minérios usados no fabrico de microprocessadores, microcircuitos e baterias) e promover o desenvolvimento do Arco Mineiro da Venezuela, a sudeste de Caracas.
Em fins de Junho, o director do BCV Jose Khan anunciou assessoria técnica angolana ao desenvolvimento de um modelo de comercialização de diamantes em bruto pelo Gabinete do Diamante do BCV.
As negociações envolveram uma videoconferência entre as sedes da ENDIAMA e do BCV, para uma avaliação dos projectos do sector diamantífero na Venezuela.
O BCV é a instituição encarregue da comercialização de diamantes na Venezuela, mediante o Processo Kimberley, ao qual aderiu em Novembro de 2016.

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