Economia

Eni Angola anuncia sucesso na exploração do Bloco 15/06

Pedro Peterson

A Eni Angola reportou, esta semana, a operação bem sucedida da exploração petrolífera realizada no bloco 15/06 do offshore angolano, durante o primeiro semestre do ano.

Fotografia: DR

Segundo o relatório das operações da petrolífera, no primeiro trimestre, a operadora iniciou a produção de hidrocarboneto no campo de Agogo, no Bloco 15/06 do offshore angolano, nove meses após a descoberta do campo, graças às sinergias com o navio Ngoma FPSO, que opera os campos do West Hub.

A estimativa de petróleo no local foi confirmada em 1 bilhão de barris na descoberta de Agogo, após o resultado com sucesso de um segundo poço de avaliação estimados em cerca de 200 a 300 milhões de barris de petróleo.

Em Janeiro último, a Eni Angola obteve uma nova licença de exploração e produção na bacia inexplorada do Namibe, no offshore, atribuindo o Bloco 28 à Eni, como operadora com 60 por cento de participação. O Bloco 28 está localizado numa área de exploração fronteiriça com uma profundidade que varia entre 1.000 e 2.500 metros.

Apesar do resultado animador, a Eni Angola reportou uma perda líquida ajustada em ambos os períodos do relatório (785 milhões de euros no primeiro trimestre e 573 milhões no segundo trimestre) devido a um menor lucro operacional e menores resultados acumulados nas entidades contabilizadas por património.

As perdas operacionais foram influenciadas principalmente pela participação da Eni nos resultados da JV Vår Energi (redução de 57 milhões de euros no primeiro semestre) e na participação da Angola LNG (redução de 51 milhões de euros no primeiro semestre), impulsionados por um ambiente de negociação significativamente deteriorado.

A operadora concedeu à JV Vår Energi 17 novas licenças de exploração, 7 das quais operadas nas três principais bacias da plataforma continental norueguesa.

A empresa sustenta que a produção de hidrocarbonetos no segundo trimestre de 2020, foi de 1,71 milhões de barris/dia, uma queda de 6,6 por cento em relação ao segundo trimestre de 2019 (1,74 milhões de barris/dia) e de 5,1 por cento ao primeiro semestre do ano em curso.

A actividade da operadora no país concentra-se no offshore convencional e profundo, com uma área total desenvolvida e não desenvolvida de 21.441 Km2. O seu principal activo é o Bloco 15/06 (Eni 36,84 por cento, operadora) com os projectos no Pólo Oeste e Este, onde tem estado a investir.

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