Economia

Equipa sul-coreana analisa a Edipesca

Uma delegação sul-coreana está em Luanda para fazer o levantamento do estado da empresa pesqueira de capitais públicos Edispeca, com vista à elaboração de um estudo de viabilidade económica e financeira da companhia.

Sector ainda tem influência considerável da pesca artesanal
Fotografia: Dombele Bernardo | Edições Novembro

A  operação está subjacente a um memorando subscrito em Abril entre o Governo, representado pelos  ministérios das Finanças e das Pescas, e o  Banco de Exportação e Importação (Eximbank) da Coreia do Sul.
O documento prevê um financiamento de 49 milhões de dólares (8.170 milhões de kwanzas), por um período de 40 anos, para a reabilitação das instalações da empresa de processamento de pescado, a edificação de outras e o aperfeiçoamento das operações de pesca e transformação.
Na altura da assinatura deste  acordo, a ministra das Pescas, Victória de Barros Neto, anunciou que está prevista a reconstrução das infra-estruturas antigas e a edificação de um edifício de dois andares para ampliar a capacidade de congelação, conservação e processamento de pescado. A ministra reconheceu, naquela altura, há sete meses, as limitações de Angola no que concerne à rede de frio e distribuição de pescado, bem como a oferta para o mercado externo.
Apesar das infra-estruturas de aprovisionamento, o apoio sul-coreano,  solicitado pelo Governo angolano, serve para auxiliar a criação de uma rede logística de distribuição de pescado mais eficaz, tendo em conta a experiência dos asiáticos neste domínio, declarou a ministra.
Em 2016, a produção angolana de pescado atingiu mais de 500 mil toneladas, com destaque para as espécies pelágicas como carapau e sardinha, de acordo com o Ministério das Pescas.

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