Economia

Estudo aponta produtos com potencial exportador

Ana Paulo

A madeira, café, pescados e mariscos, mel, sal, bambu e banana são produtos com potencial para impulsionar as exportações agrícolas, de acordo com um estudo realizado por quadros dos sectores institucional e privado, durante um programa de formação financiado pelo Ministério do Comércio e a União Europeia.

Gilberto Lopes, da Associação dos Madeireiros de Angola
Fotografia: Agostinho Narciso|Edições Novembro

O “Training for Trade II” terminou ontem, em Luanda, com participação de técnicos dos ministérios do Comércio, Agricultura e Florestas, Economia e Planeamento e  Finanças, bem como organismos públicos como a Administração Geral Tributária (AGT) e associações empresariais.
O estudo foi produzido durante o período de formação de 12 dias e defende a inclusão da madeira como um produto impulsionador da economia nacional, pelo potencial de produção do país - de uma média de mais de 300 mil metros cúbicos por ano -, com a sua transformação a poder gerar um importante valor acrescentado.
O secretário-geral da Associação dos Madeireiros de Angola, Gilberto Gil Lopes, defendeu que o país já é produtor de madeira, mas que, para desenvolver o sector, é necessário apostar também nas indústrias de carpintaria e marcenaria.
Outra dessas mercadorias é o café, de que Angola já foi, na década de 70, o maior produtor africano e terceiro mundial. Com uma média de produção de 500 quilos por hectare, o bago constitui uma cultura com grande potencial para impulsionar as exportações.
Os formandos garantiram que há ainda condições favoráveis, sendo que o café é produzido em Angola absorve uma mão-de-obra significativa e cumpre os requisitos ambientais estabelecidos  pelo Executivo.
A cerveja, que representou cerca de 57 de Produto Interno Bruto (PIB) do sector industrial angolano, com a produção de 9,5 milhões de hectolitros em 2017, também é apontada entre os produtos com potencial exportador, no qual o país deve apostar.

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