Economia

Executivo aposta no sector agro-alimentar

O sector agro-alimentar do país tem merecido alguma atenção nos programas do Executivo, razão pela qual, no decurso de 2012, o Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural (MINADR) inaugurou, em Luanda, o primeiro Laboratório Central Agro-alimentar.

Executivo desenvolve programas para a recuperação e construção de institutos de investigação veterinária no centro e sul do país
Fotografia: JA

O sector agro-alimentar do país tem merecido alguma atenção nos programas do Executivo, razão pela qual, no decurso de 2012, o Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural (MINADR) inaugurou, em Luanda, o primeiro Laboratório Central Agro-alimentar, refere a Angop ao analisar a actividade dessa instituição governamental durante o ano passado.
Inaugurado pelo ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Afonso Pedro Canga, o laboratório tem capacidade para efectuar 40 mil análises/mês e garantir a qualidade dos produtos alimentares produzidos no país e importados.
Trata-se de uma infra-estrutura fundamental para garantir a qualidade dos produtos consumidos no país e a segurança dos cidadãos. O laboratório reúne todas as condições tecnológicas e humanas para concorrer à acreditação e certificação internacional.
O empreendimento tem cooperação com outras instituições, como universidades e centros congéneres dos países da SADC e da União Europeia.
Em 2012, o MINADR executou programas que visaram a recuperação e construção de Institutos de Investigação veterinária das províncias do Huambo, Benguela e Huíla.
Além disso, concedeu incentivos para o aumento da produção agrícola em todo o país, com base em programas de financiamento do Executivo, como é o crédito agrícola de campanha e de investimento.
Aprovados a 14 de Abril de 2010, esses programas estão a fazer emergir uma agricultura comercial moderna, competitiva e próspera, capaz de criar rendimento com base em produtos diferenciados, e de contribuir para o fortalecimento do sector agrícola nacional.
Naquele período, o sector da agricultura contou com o apoio significativo da banca, que além do crédito agrícola de campanha concedeu o crédito de investimento, disponibilizado directamente pelo Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA) e pelos bancos comerciais (BPC, BAI, Micro Finanças, Sol e BCI).
No domínio agro-pecuário, o Ministério inaugurou, na província do Moxico, uma fazenda com capacidade para produzir anualmente mais de três milhões de ovos, milhares de toneladas de carne caprina e milhares de toneladas de hortícolas.
O Executivo aprovou um conjunto de medidas direccionadas para a aplicação de projectos de infra-estruturas de produção, conservação, processamento e distribuição, instalação de pólos industriais, reabilitação e construção da rede viária, além de sistemas de irrigação.
O Ministério também apostou no ensino a todos os níveis, na investigação científica e na extensão rural, por constituírem pilares fundamentais para o desenvolvimento do sector.
No ano passado, as chuvas causaram prejuízos às plantações em várias regiões, onde, além das inundações dos campos de cultivo, houve erosões, desgaste de terras e destruição das sementes. Para minimizar a situação causada pela seca e as cheias registadas no país, o Executivo deu apoio com a distribuição de sementes, alimentos, adubos e material de trabalho, às famílias camponesas filiadas na Unaca-Confederação das Associações de Camponeses e Cooperativas Agro-pecuárias de Angola.

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