Economia

Expansão económica com inflação em queda

O conselho de administração do Fundo Monetário Internacional (FMI) aprovou, segunda-feira, a avaliação do desempenho económico de Angola em 2017, num documento em que os nú-meros apontam para uma tendência de crescimento económico e retracção da inflação.

Chefe da missão de avaliação, Ricardo Velloso, em Luanda
Fotografia: Mota Ambrósio | Edições Novembro

O documento indica projecções de crescimento de 2,2 por cento em 2018 e de 2,5 em 2019, em qualquer um dos casos acima da taxa de 1,00 por cento de 2017, em que o sector petrolífero avança 2,3 e 0,1 por cento (0,5 em 2017) e o não-petrolífero 2,2 e 3,5 por cento (1,2 no ano passado).
O valor nominal do Produto Interno Bruto (PIB) também observa  valores crescentes, passando de 20.565 mil milhões de kwanzas em 2017, para 29.073 mil milhões em 2018 e 34.348 mil milhões no próximo ano.
O documento estima uma evolução do PIB petrolífero de 4.061 mil milhões de kwanzas em 2017, para 7.409 mil milhões em 2018 e 8.069 em 2019, e do não-petrolífero de 16.595 mil milhões, para 21.664 mil milhões e 26.278 mil milhões.
O PIB “per capita” regista, entretanto, uma ligeira re-tracção, de 4.418 dólares em 2017, para 4.102 este ano e 4.048 no próximo, de acordo com as projecções do FMI.
A inflação, indica as previsões, desce para uma média de 27,8 por cento este ano e 17,1 em 2019, contra 31,7 em 2017, menos 14,6 por cento para o cômputo desse período.
As reservas internacionais líquidas, de 17.938 milhões de dólares em 2017, passam para 14.338 milhões em 2018 e 15.238 milhões no próximo ano, o que correspondia a seis meses de importações naquele primeiro ano e constitui 5,8 meses este e no próximo ano, respectivamente.
A dívida pública (incluindo a da Sonangol) passa de 64,1 por cento do PIB em 2017, para 72,9 este ano, abrandando para 69,9 por cento, com a da petrolífera a representar 3,9, 4,5 e 4,2 por cento.
Os administradores do Fundo apoiaram a redução do défice orçamental prevista no Orçamento para 2018 e salientaram que eventuais receitas tributárias extraordinárias devem ser usadas para eliminar os atrasados internos e reduzir a dívida pública.
No comunicado sobre a aprovação do Conselho de Administração do FMI das opiniões do corpo técnico, lê-se ainda que, dada a previsão de descida dos preços do petróleo a médio prazo, os administradores vincaram a necessidade de uma nova consolidação orçamental gradual para colocar a dívida pública numa trajectória claramente descendente, sendo que a previsão do FMI mantém-se praticamente inalterada face a Abril.

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