Economia

Fabricantes desejam consolidar presença no mercado nacional

Helma Reis|

A consolidação da presença no mercado nacional é o desejo de fabricantes de mobiliário, contactados pelo Jornal de Angola na feira do sector, a decorrer na Cidade da China, em Viana, antes de pensarem numa estratégia de exportação de parte da produção.

Vendas reflectem aprovação da oferta de mobília produzida por uma parte significativa do mercado
Fotografia: Eduardo Cunha | Edições Novembro

Por exemplo, a HHT Internacional quer estabelecer parcerias com empresários de outras províncias, visando a abertura de lojas para a comercialização dos seus produtos.

A única fábrica da empresa está em Luanda e encontra-se localizada no Quilómetro 42, junto ao Novo Aeroporto Internacional de Luanda, onde são produzidos, anualmente, cerca de 20 mil artigos de mobiliário, entre cadeiras, mesas, roupeiros, portas e armários de cozinha.
“Queremos chegar aos demais pontos do país, mas precisamos de parceiros”, salientou o director-geral da HHT Internacional, Lu Rong Wei, que disse estar a empresa a receber propostas de empresários com interesse em revender os seus produtos noutras províncias.
Todos os artigos produzidos pela HHT Internacional são feitos com madeira nacional, adquirida nas províncias da Lunda-Sul, Moxico e Uíge.
Da Lunda-Sul, vem para a fábrica da empresa a madeira “Quibaba”; do Moxico, a “Tacula” e do Uíge, a “Moreira”, para ser transformada antes de entrar para a linha de montagem de mobiliário de todo o tipo.
Sobre a Feira de Mobiliário, o director-geral da empresa HHT Internacional aplaudiu a iniciativa da Hua Dragão, gestora da Cidade da China, considerada o maior centro comercial em Angola, por o certame estar a obter sucesso na promoção da produção nacional.
Lu Rong Wei confirmou que o stand da empresa na Feira de Mobiliário está a receber encomendas de clientes diversificados, incluindo hotéis, restaurantes e universidades.
O gestor mobiliário lamentou que a depreciação da moeda nacional esteja a comprometer a manutenção de preços promocionais aplicados pelos expositores a alguns dos artigos à venda na Feira de Mobiliário.
“Temos procurado ser flexíveis na negociação com clientes que adquirem os nossos produtos”, informou o director-geral da HHT Internacional, empresa que está no mercado angolano há três anos e emprega 135 trabalhadores, 10 dos quais de nacionalidade chinesa.
O responsável explicou que os actuais preços aplicados pela empresa devem--se ao elevado custo de produção, para o qual concorrem as despesas com a importação de material de acabamento, como maçanetas, fechaduras para portas e janelas, tecidos e lantejoulas, por não haver “muitos fornecedores” no país.
De acordo com Lu Rong Wei, o balanço referente à presença da HHT Internacional na Feira de Mobiliário é positivo, por o volume de vendas corresponder às expectativas criadas pela empresa à volta do evento.
A Estrela Mobiliária é outra empresa expositora que se manifesta satisfeita com o volume de vendas e o número de visitantes que já passaram pelo seu stand.
Até à última quarta-feira, a Estrela Mobiliária vendeu artigos diversos a 150 clientes, informou ao Jornal de Angola o responsável pela área de Vendas, Jinhua Li, que disse estar a companhia presente na Feira de Mobiliário com três objectivos, nomeadamente, elevar o volume de transacções, conhecer o público, analisar os concorrentes e criar parcerias.
O promotor de vendas da filial angolana da Dong Ya Internacional, Bernardo Afonso, uma companhia principalmente implantada no mercado de Luanda.
O responsável esclareceu que a expansão do negócio para outras províncias ainda não é objectivo da empresa, por ter como foco a província de Luanda, onde quer que os seus produtos sejam totalmente comercializados.
A sede da Dong Ya Internacional está na China, de onde é transportado para a sua filial em Angola todo o material de acabamento de mobiliário, como napas, couro e tecido, enquanto a madeira é adquirida em Angola.
A Feira de Mobiliário, aberta desde 24 de Outubro, vai encerrar as portas ao público no próximo dia 24, depois de um mês de intensa actividade comercial. A feira está aberta ao público de segunda a sexta-feira, das 8h00 às 17h00, e ao sábado, domingo e feriados, das 8h00 às 12h00.

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