Economia

Falta de energia pára fábricas em Malanje

Eduardo Cunha | Malanje

Pelo menos três fábricas, localizadas no Parque de Desenvolvimento Industrial de Malanje, estão paralisados por falta de energia eléctrica, constatou na segunda-feira, durante uma visita de campo, o vice-governador para o sector Político, Económico e Social, Domingos Eduardo.

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Fotografia: Edições Novembro

Domingos Eduardo visitou a fábrica de água “Fonte de Amor”, no Kissol, e a fábrica de chapas de zinco, localizada no bairro da Canâmbua, pertencentes ao grupo Freimar, tendo sido informado de que as duas unidades estão paralisadas por falta de energia eléctrica. 

O director do grupo Freimar em Malanje, Manuel Junqueira, explicou que a paralisação da unidade de engarrafamento de água mineral se deve aos elevados custos dos combustíveis, que levaram ao abandono do uso de fonte alternativa de produção de energia eléctrica. “Não tivemos outra solução, senão parar”, disse.
A fábrica de água, segundo Manuel Junqueira, encontra-se paralisada desde finais de 2017, numa altura em que já havia atingido uma capacidade de produção de 54 mil garrafas por dia.
A paralisação da fábrica de água, informou, levou ao desemprego 20 jovens. Outras duas fábricas do grupo, uma de tijolos e outra de chapas de zinco, também estão paralisadas pelos mesmos motivos.
Outro factor estrangulador apontado pelo director do grupo Freimar, além da falta de energia, é o mau estado da via de acesso que liga o bairro da Canâmbua às unidades de produção. “Os buracos não permitem uma circulação segura das viaturas”, disse.
O vice-governador de Malanje para o sector Político, Económico e Social, Domingos Eduardo, disse que vai haver intervenção das autoridades para solucionar o problema para que as fábricas voltem a trabalhar.
O director da Empresa Nacional de Distribuição de Electricidade (ENDE) em Malanje, Luzolo Nsacala, disse que a solução do problema passa por uma melhor coordenação entre o Grupo Freimar e a ENDE.

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