Economia

Falta de quadros hoteleiros gera queixas de clientes

Weza Pascoal | Menongue

A falta de formação entre os trabalhadores do sector da Hotelaria e Turismo no Cuando Cubango provoca embaraços e reduz a qualidade dos serviços prestados naquela província, consideraram operadores num encontro institucional quarta-feira, em Menongue.

Fotografia: DR

Durante a reunião, promovida pelo Gabinete da Cultura, Turismo, Juventude e Desportos, responsáveis de unidades hoteleiras, restaurantes, agências de viagens e similares coincidiram ao afirmar que a falta de formação específica dos funcionários do sector está na origem de inúmeras queixas dos clientes em relação aos serviços prestados.   
Para inverter a situação, foi defendida a inclusão urgente de cursos profissionais de Turismo no currículo do Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional (Inefop) na província, de forma a capacitar os jovens e a melhorar a qualidade dos serviços.
Segundo o director do Gabinete Provincial da Cultura, Turismo, Juventude e Desportos, Manuel Franessa, a nível
do Cuando Cubango, existem três hotéis, oito pensões e seis aldeamentos turísticos que perfazem um total de 500 quartos e 526 camas, assim como 29 restaurantes que empregam 440 trabalhadores, mioritariamente jovens.
Manuel Franessa disse que os serviços que dirige prevêem, para o início de 2019, a criação de uma associação provincial de gestores hoteleiros e similares, com o objectivo de melhorar as operações do sector a nível da região.
A criação da associação
vai garantir a realização permanente de actividades de fiscalização nas unidades hoteleiras dos nove municípios do Cuando Cubango.
“Vamos continuar a trabalhar no sentido de melhorar cada vez mais os serviços prestados aos turistas  que visitam diariamente a nossa província”, concluiu.

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