Economia

Falta de serviços fiscais gera perda de receitas no Chipindo

A ausência de bancos e de uma representação do Ministério das Finanças para o pagamento de impostos no município do Chipindo, Huíla, viabiliza a fuga ao fisco, sobretudo de pequenos contribuintes, informou ontem o administrador.

Fotografia: DR

Daniel Salupassa advertiu, em declarações à Angop, que, se aqueles serviços não forem estabelecidos no Chipindo, o Estado vai continuar a perder grandes montantes das receitas fiscais,  provenientes dos vários serviços prestados à população.
O município tem um número considerável de funcionários públicos e privados, para além de vendedores que, mensalmente, deviam efectuar o pagamento de tributos como Taxa de Circulação, Imposto Predial Urbano, de Rendimento de Trabalho e Segurança Social, mas não o fazem por falta de bancos.
“Em Janeiro, começa a exploração do ouro, ferro e diamante no município e, em função disso, serão criadas novas indústrias. Os investidores terão de fazer as suas operações financeiras no Huambo, a 80 quilómetros da sede de Chipindo, ou no Lubango, 456 quilómetros a sul”, disse.
Daniel Salupassa afirmou que as operações desta natureza acarretam riscos e custos, podendo mesmo limitar os investimentos na localidade, se os bancos não se instalarem em breve.
“Tem-se notado, no caso de professores que levantam os seus ordenados na província do Huambo, às vezes no Cuvango, Matala ou mesmo na Jamba, que muitas vezes perdem o dinheiro porque são assaltados”, lamentou.
O responsável afirmou que a instalação de serviços bancários vai gerar desenvolvimento ao município que, por isso, tem níveis de atraso mais profundos que os outros. “Estas preocupações já foram encaminhadas há muito tempo ao governo da província, mas ainda assim os bancos tardam a chegar, assim como os outros serviços”, acrescentou o administrador.
O município de Chipindo tem uma população estimada em 64 mil habitantes, de acordo com o censo de 2014, publicado pelo Instituto Nacional de Estatística.

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