Economia

Fitch prevê 2 por cento de crescimento em 2020

A agência de notação financeira Fitch prevê para Angola, em 2020, um crescimento económico de 2,00 por cento e uma queda da dívida para 77,4 por cento do PIB, de acordo com números divulgados quarta-feira.

Reformas no sector petrolífero vistas com grande expectativa
Fotografia: DR


A taxa de crescimento económico prevista no projecto do Orçamento Geral do Estado (OGE) para 2020 é de 1,8 por cento, ligeiramente abaixo da estimada pela agência de notação, segundo dados disponíveis, que também situam o rácio da dívida de mais de 90 por cento face ao PIB.
As estimativas da Fitch foram anunciadas com a divulgação da nota de risco de Angola pela agência, que considera que o país “já implementou grandes reformas, incluindo a reestruturação do sector petrolífero ao abrigo de um programa do FMI desde o final de 2018”, concluindo que “a evolução para uma taxa de câmbio mais flexível pode melhorar os desequilíbrios no mercado cambial, mas também aumenta o rácio da dívida face ao PIB”.
A Fitch atribuiu uma notação “B” a Angola, abaixo da recomendação de investimento, como, também, uma Perspectiva de Evolução Negativa para a economia nacional explicada pela elevada dívida pública face ao PIB, a diminuição das reservas em moeda externa e pela recessão.
“Em Angola, a Perspectiva de Evolução Negativa é motivada pela deterioração das métricas da dívida, a contínua queda das reservas internacionais e a lenta recuperação económica”, apontam os analistas num relatório sobre os principais indicadores das economias africanas em 2020, enviado aos clientes.
No relatório, a Fitch Ratings antecipa que a média do rácio de dívida pública face ao PIB na África Subsaariana estabilize nos 55 por cento do PIB, o que representa mais do dobro dos 27 por cento registados em 2012.
“A Fitch espera que a média da dívida pública face ao PIB caia ligeiramente em 2020 para cerca de 55 por cento, mas a forte subida anterior, de 27 por cento em 2012, significa que há pouca margem nos orçamentos caso haja um novo choque externo ou interno”, escrevem os peritos desta agência de notação financeira.

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