Economia

Fórum de Davos decorre sem três líderes mundiais

O 49º Fórum Económico Mundial (FEM) de Davos, Suíça, que decorre desde ontem, sob o lema da “Globalização 4.0: Construindo uma arquitectura global na era da Quarta Revolução Industrial”,  conta com a participação de mais de três mil pessoas, entre empresários, políticos, académicos e representantes de Organizações Não-Governamentais de 110 países.

A Primeira-Ministra britânica, Theresa May , e o Presidente francês, Emmanuel Macron, não participam na cimeira, bem como o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que anunciou não ir à Davos devido à crise orçamental daquele país.
A organização do encontro contratou seis jovens líderes, todos da geração do milénio, como co-presidentes, para dar forma à discussão com o presidente executivo da Microsoft, Satya Nadella. Apesar da idade dos co-presidentes, a demografia geral do evento continua a ser mais velha, com uma idade média de 54 anos para os homens e de 49 para as mulheres.
Este também é o terceiro ano consecutivo em que a maioria dos co-presidentes do FEM são mulheres, um claro compromisso com a diversidade, mas que ainda não atingiu o evento como um todo. A participação geral das mulheres continua inferior a um por cada quatro participantes. As preocupações dos participantes estão relacionadas com as mudanças climáticas.
Este é o terceiro ano em que estas preocupações encabeçam a pesquisa anual de risco global do FEM, seguidas pelos desafios relacionados com a falha na mitigação das mudanças climáticas e catástrofes naturais. Os riscos tecnológicos também preocupam os líderes mundiais.
A mudança climática está particularmente presente na mensagem de alguns dos novos líderes que participam no Fórum Davos deste ano.
 A primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, vai debruçar-se sobre a protecção do planeta ao lado do naturalista David Attenborough e do antigo Vice-Presidente dos Estados Unidos Al Gore, hoje.
O Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, que contribuiu para cancelar os planos do seu país de organizar a Conferência das Nações Unidas de 2019 sobre a mudança climática, também participa no encontro.

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