Economia

Garimpeiros retornam às áreas diamantíferas na província do Bié

José Chaves|Cuito

Grupos de garimpeiros, constituídos maioritariamente por cidadãos estrangeiros, retomaram a exploração ilegal de diamantes no município de Nharea, província do Bié, um ano depois de as autoridades terem estancado o fenómeno à escala nacional, com a célebre "operação transparência".

No Bié a "Operação Transparência" resultou no encerramento de 39 casas que se dedicavam à compra de diamantes e 12 cooperativas.
Fotografia: DR

O chefe de Departamento Provincial do Bié dos Recursos Minerais, Marcos Capata, que denunciou o facto à imprensa, disse que, em algumas áreas, os garimpeiros já têm instalados equipamentos de extracção de diamantes e o utilizam na calada da noite. A situação, de acordo com Marcos Capata, já foi reportada aos órgãos de defesa e ordem pública. Para combater a exploração ilegal de diamantes, o Governo lançou, em Setembro do ano passado, uma operação de limpeza às áreas diamantíferas, que culminou com a apreensão de grandes quantidades de diamantes, equipamentos de extracção e avultadas somas financeiras resultantes do negócio ilícito.

No primeiro mês, período em que a operação incidiu nos principais focos de garimpo, a operação conduzida pelas Forças Armadas Angolanas (FAA), em coordenação com a Polícia Nacional, foram apreendidos 17.332 quilates de diamantes laboratorialmente confirmados e 1.800 pedras por confirmar. No mesmo período, as autoridades apreenderam mais de 17 milhões de kwanzas, mais de um milhão de dólares, tendo encerrado ainda duas centenas e meia de casas de compra de diamantes. A operação começou nas províncias do Uige, Malanje, Bié, Cuanza-Sul, Cuando Cubango e as Lundas Norte e Sul, porque os dados em posse das autoridades indicavam que era necessário atacar lá para retornar uma certa calma no país.

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