Economia

Gastos em divisas têm limitações

O Executivo vai limitar as despesas em divisas, devido ao dos preços baixos do petróleo no mercado internacional diminuírem as receitas do Estado, afirmou  o governador do Banco Nacional de Angola (BNA).

Governador do BNA José Pedro de Morais
Fotografia: Francisco Bernardo

José Pedro de Morais declarou no encerramento do I Fórum Nacional de Investimento em Dívida Pública, realizado em Luanda, que a escassez cambial se deve ao declínio nas receitas de exportação e que as autoridades vão “racionar o uso dos dólares até que as receitas de exportação voltem aos carris”.
Morais disse que 70 por cento dos gastos são suportados por receitas petrolíferas e que “o dólar tornou-se mais difícil de adquirir por os preços do petróleo terem recuado até 43 por cento desde Junho”. Morais reconheceu a depreciação do kwanza.
O pacote legislativo aprovado em 2012 e que  exigia às empresas petrolíferas pagamentos aos fornecedores e de salários em moeda nacional, contribuiu ainda mais para reduzir a oferta de dólares em alguns domínios da economia.
A inflação de Março atingiu 7,87 por cento e para o governador do BNA deve permanecer entre 7,00 e 9,00 por cento este ano. O país tem reservas internacionais para até seis meses de importações, disse.
Até Fevereiro deste ano, as reservas internacionais eram estimadas em 26,2 mil milhões de dólares, segundo dados no site do BNA. José Pedro de Morais lembrou que Angola aumentou os preços dos combustíveis em 1 de Maio, pela terceira vez, quase os duplicando desde Setembro, para cortar o défice orçamental.
“Poucas pessoas no país de 24 milhões beneficiaram da gasolina barata”, afirmou. Com a subida do preço da gasolina de 90 para 115 kwanzas, o Estado abandonou as subvenções àquele combustível, mas mantém as ajudas de 21,06 por cento ao gasóleo, que passou de 60 para 75 kwanzas.
O Ministério das Finanças enquadra o ajustamento dos preços dos combustíveis à estratégia da melhoria da qualidade da despesa pública, com o Executivo a poder assegurar a sustentabilidade da política fiscal e o financiamento das acções sociais do Plano Nacional de Desenvolvimento 2013-2017.

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