Economia

Governador solicita crédito ao escoamento

Estácio Camassete | Huambo

O governador do Huambo, João Baptista Kussumua, solicitou quarta-feira que os bancos comerciais apostem no financiamento ao sector agro-pecuário e no escoamento da produção agrícola, de que há grandes quantidades na província, para os principais mercados do país.

João Baptista Kussumua intercede a favor dos produtores
Fotografia: Mota Ambrósio | Edições Novembro

João Baptista Kussumua lançou o apelo ao discursar na abertura do IV encontro nacional de tesouraria, promovido pelo Banco Nacional de Angola (BNA) para reforçar o intercâmbio entre as empresas e os serviços de intermediação financeira.
A apresentação de alguns dos indicadores da circulação monetária dos últimos cinco anos, assim como a apresentação de um estudo sobre a estratégia de distribuição das moedas metálicas e partilhar com a banca comercial conceitos e práticas sobre moedas digitais constam, também, entre os objectivos do IV encontro nacional de tesouraria.
João Baptista Kussumua defendeu a necessidade da descentralização dos serviços do BNA e a disponibilização de uma quota de recursos financeiros em divisas para a gestão local, com vista a garantir celeridade ao funcionamento dos serviços de saúde, agricultura, educação e outras necessidades da província.
“O empresariado do Huambo tem vontade e capacidade de contribuir para o processo de estabilização e fortalecimento da economia, cumprindo com o seu papel de gerar e distribuir riquezas, por isso, acreditamos ser incontornável a retomada do crédito à economia”, declarou o governador.
O vice-governador do BNA, António Tiago Dias, considerou que “o momento que o país atravessa requer uma grande ponderação, disciplina e patriotismo”, o que deve levar a que as instituições financeiras “actuem cada vez mais dentro das normas estipuladas pelo BNA, na qualidade de regulador, de forma a assegurar a preservação do valor da moeda nacional.”
No IV encontro de tesouraria, que terminou ontem, com a participação de representantes das províncias de Benguela, Huíla e Cabinda, bem como dos diferentes bancos comerciais, as discussões incidiram sobre temas como “Circulação monetária”, “Participação dos bancos comerciais na recirculação monetária”, “Contrafacção” e “Inclusão financeira”.

Multicaixa sem cartão
O sistema de levantamento de dinheiro sem cartão nos terminais da rede Multicaixa já se encontra à disposição  do público, no âmbito da massificação dos pagamentos electrónicos em Angola, confirmou quarta-feira, no Huambo, o administrador executivo da Empresa Interbancária de Serviços (Emis).
Edgar Bravo Costa disse em declarações à imprensa, à margem da exposição de equipamentos de processamento de moeda metálica, destruição e verificação de moeda falsa, promovida pelo BNA, que os primeiros bancos aderentes são o de Negócios Internacional (BNI), Banco Angolano de Investimentos (BAI) e Millennium Atlântico (BMA).
Explicou que o processo foi implementado há um mês e está a ser utilizado nos mesmos ATM, sendo gerado com o envio de um código por um cliente com conta a um beneficiário sem conta, o qual, digitado,  autoriza o pagamento.
Esse serviço junta-se a outros 15 já prestados pela rede Multicaixa, entre os quais constam consultas de saldo e movimentos de conta, levantamentos, alteração do código do cartão, pedido de livro de cheques, captura de cartões, recargas telefónicas, pagamento de facturas, apresentação electrónica de facturas, consulta do número bancário internacional (IBAN - sigla em inglês), transferências bancárias, segunda via do talão de carregamento, pagamento por sector e consultas de saldos internacionais.
O gestor disse que a EMIS e os bancos estão a estudar métodos para evitar a falta de dinheiro nos ATM do país, sobretudo no final de cada mês, por altura do pagamento de salários à função pública, e nos finais de semana, de modo a satisfazer melhor os utentes.
Angola tem 3.095 terminais Multicaixa, com Luanda, capital do país, a deter 1.602, o que representa 24 ATM por cada 100 mil habitantes, enquanto o Huambo conta com 162, ou sete por cada 100 mil habitantes.

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