Economia

Governo quer aposta no turismo e na agricultura

Lourenço Bule/Menongue

O vice-governador do Cuando Cubango para o Sector Técnico e Infra-estruturas, Antas Miguel, disse que um plano estratégico para o desenvolvimento da província passa por "projectos concretos" nos sectores do turismo e da agricultura, aproveitando o potencial da região.

Fotografia: DR

Num balanço que fez à imprensa, no final de uma digressão do governador do Cuando Cubango, Júlio Bessa, por seis dos nove municípios da província, Antas Miguel referiu que pretende-se a "potencialização dos parques nacionais de Luengue-Luiana e de Mavinga e dos Pólos agro-pecuários do Vissati (Cuchi), Missombo (Menongue) e Licua (Mavinga).
“É necessário identificar-se a linha condutora e estratégica correcta, para que a província do Cuando Cubango se desenvolva, para responder aos problemas sociais e económicos que afectam às populações”, sublinhou.
Destacou a extensa dimensão do Cuando Cubango (cerca de 200 mil quilómetros quadrados), para pouco mais de 600 mil habitantes, que, notou, alberga enormes recursos que carecem de investimentos. Antas Miguel reconheceu que essa situação cria dificuldades ao governo provincial, para traçar estratégias de desenvolvimento da região”.
O vice-governador considerou de "preocupante" a distância entre as sedes municipais e a capital da província. "O município mais próximo fica a 93 quilómetros e o mais distante 700 quilómetros, com vias de acesso em estado avançado de degradação", notou.
Antas Miguel defendeu, por isso, um plano de desenvolvimento da província do Cuando Cubango, ajustado à realidade actual e minimizar, a breve trecho, os problemas da população.

Apoio aos empresários
O director do gabinete económico e desenvolvimento integrado do Cuando Cubango,Roberto Biwango, garantiu que nos próximos dias o Governo vai potenciar os empresários nacionais destacados nas diversas localidades da província. Disse ser “bastante preocupante” o ambiente de negócios a nível na província, já que é dominado por cidadãos estrangeiros.
"Nos municípios do interior, os pequenos homens de negócios são todos estrangeiros, o que dificilmente estimula o crescimento económico", sublinhou, para acrescentar: “Chegou o momento do governo do Cuando Cubango potenciar os empresários locais, para que não haja disparidade no ambiente de negócios”.
Roberto Biwango defendeu “mais atenção” ao desenvolvimento económico dos nove municípios da província, sobretudo os localizados na orla fronteiriça com a Namíbia e a Zâmbia. Explicou que os empresários serão agrupados em associações e cooperativas, para melhor organização e receberem apoio do Governo, por via do créditos bancários.
Segundo o responsável, além da potencialização dos empresários, outra solução para o desenvolvimento do sector produtivo do Cuando Cubango passa, necessariamente, pela recuperação das estradas e garantir melhor circulação de pessoas e bens.

Centros profissionais
O director do gabinete económico e desenvolvimento integrado disse, ainda, que o Governo vai, a partir deste ano, construir centros de formação técnico-profissionais para os jovens, em todos os municípios.
A construção de centros profissionais, resulta de uma parceria com as administrações municipais, referiu, notando que actualmente existem apenas infra-estruturas em Menongue, Cuito Cuanavale e Cuchi.

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