Economia

Governo aplica projecto de produção em grande escala

Ana Paulo

O Ministério da Energia e Águas (MINEA) decidiu aplicar um projecto de produção de energia solar em grande escala, para expandir o consumo de electricidade com base em soluções sustentáveis, soube na segunda-feira o Jornal de Angola de fonte oficial.

Angola já utiliza energia solar em pequenos sistemas isolados, mas os novos projectos elevam o nível de compromisso do Governo para com as fontes renováveis
Fotografia: DR

O secretário de Estado para a Energia, António Belsa, apresentou num seminário realizado na segunda-feira, com a participação de representantes do Banco Mundial e do sector privado, o “Scaling Solar” (Redimensionamento Solar), o  projecto adoptado pelo MINEA para que se passem a empregar soluções sustáveis, do ponto de vista ambiental e económico.
A decisão persegue a expansão do acesso à energia,  para explorar entre outras fontes o vasto potencial solar do país e enquadra-se no Plano de Acção do Governo 2018-2022, dada a importância da energia eléctrica no desenvolvimento do país e a melhoria das condições de vida das populações.
O projecto permite reduzir o tempo de desenvolvimento e a incerteza dos investidores no domínio da oferta de bens e serviços públicos, como a electricidade, assim como estabelecer tarifas que beneficiem os consumidores.
O secretário de Estado frisou o apoio das instituições do Grupo Banco Mundial, “como importantes parceiras dos programas de desenvolvimento de Angola”, que abraçam agora uma nova cooperação para a aplicação de projectos de energias renováveis, como a solar foto voltaica em grande escala.
António Belsa realçou a perspectiva do projecto contar com a participação de empresas distribuidoras de energia eléctrica do sector privado, que logo que o Governo assinar o contrato com o Banco Mundial, podem aderir à parceria por intermédio de concursos públicos.
A directora Nacional de Energias Renováveis, Sandra Cristóvão, garantiu que já foram identificados alguns parques solares no quadro de um mapeamento que conclui que Angola está preparada e tem plenas condições para utilizar o sistema de energia solar ligada à rede, de Ca-binda ao Cunene.
O país utiliza energia solar, mas em pequenos sistemas isolados e implementados nas províncias do Zaire, Bié, Lunda-Norte, Lunda-Sul, Moxico, Cunene, Huíla, Cuando Cubango e Cuanza-Sul.
Esses projectos foram aplicados em infra-estruturas de zonas que não beneficiavam de energia eléctrica social, como postos médicos, hospitais e escolas. Agora, as autoridades elevaram o nível de compromisso quanto à utilização desse tipo de energias: “aqui, não se trata de redução de custos, mas de expandir a energia eléctrica para a melhoria de vida da população nestas zonas”, frisou Sandra Cristóvão.
A directora definiu o Redimensionamento Solar como uma solução integrada, para que os governos mobilizem rapidamente investimentos privados em projectos de energia solar foto voltaica conectados à rede eléctrica.
O MINEA já tem alguns programas de implementação desses sistemas, com a primeira e segunda fase terminada, mas “a capacidade instalada é ainda pequena, comparada à das centrais hídricas e térmicas que existem no país”.
O seminário ajuda a implementar este projecto, dada a participação de representantes dos sectores público e privado, considerou Sandra Cristóvão.
Informações obtidas durante o encontro, indicam que projectos do género foram aplicados em quatro países africanos, como a Zâmbia, onde representam uma potência total de 70,1 Megawatts e se conseguiu baixar a tarifa para uma média de seis cêntimos de dólar, no Senegal, onde baixou 60 por cento, bem como na Etiópia e Madagáscar, também com resultados positivos

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