Economia

Governo de Luanda entrega cartões a vendedores de rua

Ana Paulo

O Governo da Província de Luanda procedeu ontem à entrega de 70 cartões para a venda ambulante a igual número de pessoas, em cerimónia realizada no Mercado dos Congolenses, distrito urbano do Rangel, que marcou o lançamento oficial do documento.

vice-governador de Luanda para a Área Económica, Júlio Bessa, que orientou a cerimónia e entregou o primeiro cartão
Fotografia: João Gomes | Edições Novembro

O vice-governador de Luanda para a Área Económica, Júlio Bessa, que orientou a cerimónia e entregou o primeiro cartão, reafirmou ser um dever do Governo da Província cuidar da organização dos mercados e da pequena economia local, de modo a proteger os vendedores.
“Vamos continuar do lado daqueles que cumprirem a lei e apelamos àqueles que ainda não aderiram ao processo de credenciamento, que se inscrevam, para que futuramente possam desenvolver de forma legal as actividades comerciais”, disse o vice-governador de Luanda.
 Os primeiros beneficiários são vendedores da periferia do Mercado dos Congoleses que, atendendo aos reiterados apelos das autoridades, se cadastraram nas respectivas administrações distritais.
A presidente da Comissão Administrativa de Luanda, Antónia Nelumba, informou que o processo de legalização dos vendedores ambulantes decorre em todos os distritos urbanos da cidade de Luanda, devendo para o efeito os interessados fazer o registo.
 Numa segunda fase, anunciou, serão credenciadas as quitandeiras que exercem as actividades dentro dos mercados locais. No âmbito dos esforços destinados a disciplinar a venda em espaços públicos, prosseguiu, o GPL vai criar feiras periódicas para os ambulantes. Entre os locais identificados, segundo Antónia Nelumba, estão os Largos Mané, no bairro Neves Bendinha, da Santana, do Soweto, no Rangel, e o do Baleizão, Baixa da cidade de Luanda. “ As feiras vão ser realizadas duas vezes por mês e com produtos seleccionados”, frisou
 O GPL, segundo Antónia Nelumba, está numa fase de sensibilização e moralização dos vendedores para que cooperem com as autoridades, respeitando os horários e locais indicados.
Antónia Nelumba apelou às pessoas que exercem o comércio informal a credenciarem-se nos distritos ou comunas onde residem.
 O cidadão, segundo a presidente da Comissão Administrativa de Luanda, só poderá exercer a actividade na circunscrição onde foi credenciado.
“É necessário organizar o sector comercial, mas para que isso aconteça é preciso a participação activa da população, em particular dos que exercem a actividade comercial”, referiu.

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