Economia

Grupo Boavida revela aposta no imobiliário

Ana Paulo

O Grupo Boavida, premiado em Novembro com o Sirius de “Melhor Empresa  Exportadora de 2017”, além da actividade industrial, constrói três mil habitações em Luanda e desenvolve projectos avaliados em 160 milhões de dólares norte-americanos, anunciou o presidente do Conselho de Administração ao Jornal de Angola.

Presidente do Conselho de Administração do Grupo Boavida, Tomasz Dowbor
Fotografia: MARIA AUGUSTA | EDIÇÕES NOVEMBRO

Tomasz Dowbor disse que a “Urbanização Boavida”, localizada na Avenida Fidel Castro com 600 habitações, é entregue até Dezembro deste ano, resultante de um investimento de 80 milhões de dólares.
A segunda fase compreende duas mil habitações. “É um projecto cujo investimento total ultrapassará os 300 milhões de dólares”, afirmou Tomasz Dowbor, e será feito de forma faseada, de acordo com a conjuntura macro-económica.
“O terreno é extenso e com uma série de equipamentos públicos, como centros comerciais, escolas, creches e outras infra-estruturas a serem construídas dentro da urbanização para benefício dos moradores e das comunidades do município de Belas”, destacou.
Outra urbanização para pessoas com menos recursos financeiros vai surgir nas imediações da centralidade do Kilamba. “Este tem um novo padrão e a mesma qualidade, mas com preços mais acessíveis para a classe média alta e baixa”, explicou.
A urbanização vai dispor de equipamentos sociais, com destaque para uma escola para 1.500 alunos.Os projectos totalizam três mil habitações, com entrega prevista até 2020 e constituem “a prova de que a empresa está a cumprir com o plano do Executivo de envolvimento do investimento privado nacional na construção de infra-estruturas”, declarou Tomasz Dowbor.

Aposta na indústria

O Grupo Boavida emprega 4.406 trabalhadores na indústria dos materiais de construção, para cobrir as necessidades dos projectos habitacionais e expandir para o mercado nacional, devido à escassez de divisas para importar.“Tivemos que procurar soluções para a substituição das importações e hoje conseguimos atender a procura”, disse o presidente do Conselho de Administração do Grupo Boavida.
Tomasz Dowbor atribuiu o sucesso na indústria a “parcerias estratégicas” com a banca comercial e à crescente credibilidade junto desta, que resultou na abertura a “excepções” para financiamento.
O Grupo Boavida tem igualmente investimentos agrícolas no Bengo, com a empresa Angripol, que explora mais de 1.500 hectares, em que se destaca a produção de maracujá em grande escala.

Implantado no mercado nacional há mais de 20 anos, dedicando-se à exportação de produtos agrícolas com cerca de quatro mil trabalhadores, foi distinguido como a Melhor Empresa Exportadora de 2017.
Em 2017, fruto das alterações que o mercado tem enfrentado desde 2014, na sequência da baixa do preço do barril de petróleo, a empresa reforçou o seu posicionamento através de um investimento maior em mercados como a agro-indústria e a indústria mineira.
Em 2011, com a parceria estratégica com o Grupo Primor, de Portugal, o grupo conseguiu aumentar a eficiência, estruturar o pessoal e processos sustentáveis com o objectivo estratégico de expandir o negócio para todas as províncias e exportar para o mercado africano, apostando na diversificação económica também para áreas como a Educação, Saúde, Turismo, Comunicação e Imobiliário, investindo 100 milhões de dólares, metade na agro-indústria numa fazenda em  Caxito.

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