Economia

Impacto da guerra comercial

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou, ontem, impor taxas aduaneiras a todas as importações chinesas, se tal for necessário.

“Estou disposto a ir até 500”, afirmou numa entrevista transmitida pela estação televisiva CNBC, em referência à totalidade das importações norte-americanas oriundas do país asiático no ano passado, cerca de 500 mil milhões de dólares.
Este mês, o Governo dos Estados Unidos da América (EUA) já tinha imposto taxas alfandegárias de 25 por cento sobre 34 mil milhões de dólares de importações chinesas, contra o que considera serem “tácticas predatórias” por parte do Governo de Pequim, que visam o desenvolvimento do sector tecnológico.
“Não o faço por razões políticas, mas porque é o melhor para” os Estados Unidos da América, disse Donald Trump, acrescentando que a China anda a enganar os EUA há muito tempo.
O yuan, a moeda chinesa, tem sido desvalorizado continuamente, reflectindo o nervosismo dos investidores face às disputas comerciais entre os governos da China e dos Estados Unidos.

Impacto da guerra comercial

Os ministros das Finanças do G20 reúnem-se este fim-de-semana em Buenos Aires para tratar das ameaças que pairam sobre o crescimento mundial, em particular os riscos de uma “guerra comercial” e de crise nos países emergentes.
Na quarta-feira, a directora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, anunciou os temas dessa terceira reunião do G20 financeiro sob presidência argentina, ao garantir que a guerra comercial pode custar bilhões de dólares ao PIB (Produto Interno Bruto) mundial nos próximos anos.
Christine Lagarde advertiu Donald Trump que “a economia norte-americana está particularmente vulnerável, porque uma grande parte do seu comércio será sob o golpe de medidas de represálias”.

Tempo

Multimédia