Economia

Instituição de resseguradora figura entre as prioridades

O presidente do Conselho de Administração da Agência Angolana de Regulação e Supervisão de Seguros (ARSEG) apontou a criação de uma resseguradora nacional como uma das prioridades propostas pela instituição para o ano em curso.

Presidente do Conselho de Administração da ARSEG
Fotografia: João Gomes | Edições Novembro

Ao pronunciar-se sobre os desafios do sector de seguros e de fundos de pensões para 2018, durante uma entrevista consultada ontem no site do Ministério das Finanças, o responsável destacou que o país tem ainda um longo caminho a percorrer até conquistar uma indústria seguradora expansiva.
“Um dos maiores desafios que enfrentamos prende-se com o reforço da sustentabilidade do sector segurador, bem como com o alargamento da matéria segurável, aspectos estes que em princípio deveriam ser o sustentáculo de uma indústria seguradora em expansão, apesar da crise económica, financeira e social”, disse.
Para Aguinaldo Jaime a baixa penetração dos seguros é influenciada pela desaceleração da economia, motivo pelo qual os agentes económicos e as famílias optam pela racionalização dos gastos
“O carácter aleatório do risco e a baixa cultura de seguros não estão excluídas da lista das grandes preocupações que afectam o sector, uma vez que o mesmo é encarado como sendo um custo não prioritário e não como um investimento”, disse.
Entre as prioridades para os próximos tempos, apontou, constam ainda iniciativas como a conclusão do processo relativo à obrigatoriedade da contratação do seguro de importação de bens, a conclusão da reestruturação dos seguros das actividades petrolíferas, bem como a criação e início da actuação da resseguradora, a Ango Re, e do seguro agrícola.
Apesar dos constrangimentos, estão a ser envidados esforços para  se encontrar, em concertação com o Banco Nacional de Angola (BNA), soluções que permitam viabilizar pagamentos futuros e atrasados aos resseguradores internacionais.

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