Economia

Insuficiência de fiscais dificulta as inspecções

A insuficiência de fiscais florestais no Instituto do Desenvolvimento Florestal (IDF), na província da Lunda-Sul, está a dificultar a fiscalização das áreas onde se registam o abate indiscriminado de árvores e a deterioração do meio ambiente, disse ontem o chefe do departamento do IDF.

Produção de madeira está muito abaixo da capacidade real
Fotografia: Edições Novembro

Afonso Maqueicha afirmou que a exiguidade destes técnicos contribui negativamente na violação de florestas, por várias individualidades, como o caso da caça furtiva e a desmatação, através de queimadas, que prejudicam o habitat e a saúde das pessoas circundantes. Com poucos fiscais existentes, o Instituto do Desenvolvimento Florestal conta com a colaboração da Polícia Fiscal e as administrações municipais, para auxiliarem na prevenção e fiscalização da fauna e flora.
Afonso Maqueicha sublinhou que o Instituto do Desenvolvimento Florestal está envolvido no controlo de exploração ilegal da madeira para a preservação de algumas espécies, dada a sua importância para a economia da província.  Constam das prioridades acções como palestras de sensibilização nas escolas, mercados e locais de maior concentração populacional, a serem levados a cabo este ano, com vista a desencorajar e despertar as pessoas sobre importância da preservação do meio ambiente.
Actualmente, o Instituto do Desenvolvimento Florestal conta com dois fiscais e necessita de mais 30 para corresponder às exigências.
A produção de madeira em toro em Angola cresce na ordem dos cinco por cento ao ano. Em 2016, foram produzidos 171.258 metros cúbicos, uma quantidade muito abaixo da capacidade real de produção, estimada em 1.210.000. Em condições de sustentabilidade, o potencial florestal do país pode contribuir anualmente com 150 milhões de dólares para a economia nacional.
A reserva nacional de madeira é avaliada em 17.451.000 metros cúbicos, capaz de produzir cerca de 426.769 por ano.

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